Operação que mira exploração sexual de menores tem 170 mandados de prisão; RJ tem mais de 70 presos
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) deflagrou nesta quinta-feira (14) o "dia D" da operação "Caminhos Seguros", cujo objetivo é identificar, prender e investigar alvos suspeitos de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes. De caráter nacional, mais de 170 pessoas foram presas em flagrante pelo país segundo balanço divulgado ainda pela manhã.
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Até o início da tarde, o estado do Rio de Janeiro tinha 73 prisões, sendo pelo menos 25 detidos pelo crime de estupro de vulnerável, de acordo com o portal g1. No estado, um dos principais alvos é Márcia Xavier da Silva, apontada pelas autoridades como aliciadora de crianças e adolescentes. Ela é citada como a responsável por encaminhar menores de idade para realização de relações sexuais com o youtuber Floyd Wallace Jr, preso em flagrante em dezembro em 2025.
Márcia, alvo da Polícia Civil, foi presa no Jacaré, na capital do Rio
Divulgação/PCERJ
Em Maceió (AL), a operação também efetuou prisões, com três alvos detidos e seis mandados por suspeita de estupro de vulnerável, segundo o g1. O nome e a idade dos envolvidos não foram divulgados. O estado do Amazonas tem 80 prisões na capital e no interior, em cidades como Maués, São Sebastião do Uatumã, Tonantins, Benjamin Constant, Alvarães e Itacoatiara, além da capital Manaus.
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Outros estados foram Piauí, Bahia e Paraná. De acordo com o ministério, a ação é fruto de um conjunto de medidas relacionadas ao "Maio Laranja", mês de conscientização do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. Neste ano, a operação contou com a participação de mais de 20 mil policiais, distribuídos em mais de 3.000 municípios. Foram instaurados 846 inquéritos policiais, com 180 prisões em flagrante e outras 153 por mandado judicial. A operação também trouxe uma frente de foco em medidas educativas, com 2.390 ações realizadas e mais de seis mil escolas visitadas.
Viaturas do Núcleo de Combate aos Cibercrimes, ligada a Policia Civil do PR
Divulgação/PCPR
