Operação policial mira integrantes do CV ligados a Marcinho VP e ao filho dele, Oruam

 

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A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) deflagrou, nesta quarta-feira, uma ação para desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho (CV), responsável pela movimentação e ocultação de recursos obtidos com o tráfico de drogas. São cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão de suspeitos ligados a Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e ao filho dele, Mauro Nepomuceno, o Oruam. Agentes estão em endereços ligados a suspeitos identificados em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

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A operação é feita após a investigação identificar diálogos entre Carlos Costa Neves, o Gardenal, apontado como um dos principais chefes do CV, e um miliciano. As conversas, de acordo com a Polícia Civil, reforçam a influência de Marcinho VP como nome central da facção, mesmo após anos preso — ele cumpre pena no presídio federal de Campo Grande (MS).

A ação — no âmbito da Operação Contenção — é resultado de uma investigação realizada há cerca de um ano, que permitiu identificar e mapear a engrenagem financeira utilizada pelo CV. As apurações tiveram como base a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras.

A apuração policial revelou um sistema estruturado de recebimento, pulverização e reinserção de dinheiro ilícito no circuito econômico formal. Segundo os agentes, recursos provenientes do tráfico eram repassados por chefes do CV a operadores financeiros, que realizavam a fragmentação dos valores por meio de contas de terceiros, além de utilizá-los para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial.

Também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, evidenciando a origem ilegal do dinheiro. A apuração apontou ainda a atuação coordenada de diversos integrantes, incluindo operadores responsáveis por intermediar transações sucessivas com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos.

Rapper está foragido desde fevereiro

O rapper Oruam, alvo de um dos mandados de prisão da operação desta quarta-feira, está forafido desde fevereiro deste ano. Ele responde por tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis, ocorrida em julho de 2025, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriram dois mandados de busca e apreensão na casa em que o artista morava.

Outros crimes dos quais o cantor é acusados são resistência, desacato e dano ao patrimônio.

Operação Contenção

A Operação Contenção visa a conter e atacar o avanço territorial do Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular as estruturas financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes. Até o momento, mais de 300 capturados e outros 136 criminosos morreram em confrontos. Foram apreendidas cerca de 470 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 51 mil peças de munição.

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