Operação mira rede que lavava milhões via fintechs e se espalhava por quatro estados

 

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Uma operação integrada do Ministério Público da Bahia e da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) para desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar cifras milionárias por meio de fintechs. Batizada de Vento Norte, a ação cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão no extremo sul baiano, além de diligências nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

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De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada e interestadual, com divisão clara de funções e hierarquia definida. A principal frente criminosa seria o tráfico de drogas, associado a um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. Há ainda indícios de envolvimento em crimes violentos.

Os investigadores apontam que a organização utilizava plataformas financeiras digitais para ocultar a origem ilícita dos recursos. Em apenas uma das fintechs analisadas, foi identificada movimentação superior a R$ 20 milhões, valor que, segundo as autoridades, tem origem em operações de tráfico realizadas em diferentes estados do país.

A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e de outros ativos financeiros dos investigados. A medida busca interromper o fluxo de dinheiro ilícito, preservar provas e assegurar o avanço das apurações.

As ações se concentram principalmente nas cidades de Eunápolis e Guaratinga, no sul da Bahia, apontadas como bases operacionais do grupo. Ao todo, sete pessoas foram presas, entre elas um vereador, segundo informações já confirmadas por autoridades envolvidas na investigação.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul) do Ministério Público baiano, em conjunto com a 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin).