Operação mira grupo de matadores da máfia do cigarro no Rio de Janeiro

 

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Dois mandados de prisão já foram cumpridos em uma operação da Polícia Civil do RJ que investiga homicídios ligados à máfia do cigarro e a disputas violentas dentro desse esquema criminoso, tendo como principal alvo o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Ele segue foragido.

Contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.

Reprodução/ Disque Denúncia

Entre os presos está o policial militar Daniel Figueiredo Maia, que se apresentou à polícia nessa quarta-feira (4). Outro mandado foi cumprido contra José Ricardo Gomes Simões, que já estava preso por outro crime e agora também passa a responder por este caso.

Segundo a investigação, Adilsinho é apontado como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira, assassinado a tiros em um posto de gasolina em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, em outubro de 2022. Além de ser um nome conhecido no jogo do bicho, ele também é patrono da escola Acadêmicos do Salgueiro. De acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital, o crime está relacionado a conflitos envolvendo a máfia do cigarro.

Delegacia de Homicídios da Capital.

Gabriel Freitas/ CBN

A apuração indica que Fabrício e o então sócio dele, Fábio Alamar Leite, teriam sido mortos por engano após caminhões da empresa de gelo dos dois serem usados no transporte de cigarros ilegais, o que teria desagradado integrantes do grupo criminoso.

Fábio foi morto dois dias depois da execução de Fabrício, logo após sair do enterro do amigo. Para a polícia, as duas mortes estão conectadas e fazem parte do mesmo contexto de disputa dentro do esquema de contrabando de cigarros.

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Adilsinho também é alvo de mandado de prisão pela morte do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Catiri, assassinado em 2022. Segundo as investigações, ele atuava como segurança de um bicheiro rival e o crime teria sido mais um capítulo da guerra entre grupos ligados ao jogo do bicho e à máfia do cigarro.

Além dos homicídios, o contraventor responde a um processo mais amplo, da Justiça Federal, que apura a atuação dele como chefe de uma organização criminosa voltada ao contrabando e à distribuição ilegal de cigarros no estado do Rio.

A Justiça aponta a existência de uma estrutura organizada, com uso de matadores e a coordenação de crimes violentos pra manter o controle do esquema. A polícia afirma ainda que integrantes da quadrilha costumavam se passar por policiais para cometer assassinatos, o que facilitava a abordagem das vítimas.

José Ricardo Gomes Simões é apontado como um dos responsáveis pelo planejamento do crime, enquanto Alex de Oliveira Matos, conhecido como Faraó e indicado como um dos executores, continua foragido.

Adilsinho ainda não foi localizado e, em nota à CBN, a defesa dele nega qualquer participação dele nos crimes.