Operação mira esquema de fraudes bancárias com empresas fictícias responsável por movimentar mais de R$ 136 milhões

 

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A Polícia Civil do Rio realizou, nesta segunda-feira, uma operação interestadual contra um esquema de fraudes bancárias que, segundo as investigações, movimentou mais de R$ 136 milhões em menos de um ano. A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), que cumprem 38 mandados de busca e apreensão na capital, na Região Metropolitana, na Região dos Lagos e também no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, o grupo montou uma estrutura para fraudar instituições financeiras por meio da abertura irregular de contas empresariais e da obtenção indevida de crédito.

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A investigação começou após uma instituição financeira identificar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão de crédito, que inicialmente causaram um prejuízo superior a R$ 5,2 milhões. Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os agentes passaram a identificar movimentações de valores elevados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

Para viabilizar o esquema, os envolvidos utilizavam empresas de fachada, documentos falsos e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para movimentar o dinheiro e ocultar a origem dos valores. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, bens e imóveis ligados aos investigados. Durante a operação, um dos alvos foi preso em flagrante com um carro de luxo roubado. Os policiais também apreenderam dois imóveis de alto padrão, localizados em Rio das Ostras e em Nova Iguaçu.

De acordo com a Draco, o principal operador financeiro da organização teria movimentado sozinho cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses. As investigações também apontam que o mesmo investigado atuava em golpes relacionados a seguros, usando empresas fictícias e “laranjas” para obter indenizações de forma fraudulenta.

A polícia também identificou que operadores financeiros ligados ao esquema têm antecedentes por crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa. Há indícios de que parte do dinheiro obtido com as fraudes era direcionada ao financiamento de atividades ligadas ao tráfico.

Durante as diligências desta segunda-feira, os agentes buscam apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis, dinheiro e bens de alto valor que possam estar ligados às atividades ilegais. O objetivo é identificar todos os integrantes da rede financeira envolvida nas fraudes e aprofundar o rastreamento do fluxo de dinheiro utilizado para movimentar e ocultar os recursos.

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