‘Operação higienizou mais de 115 vagabundos’, diz Cláudio Castro sobre ação policial nos complexos da Penha e do Alemão

 

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A megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou mais de uma centena de mortos em outubro do ano passado, foi classificada nesta segunda-feira pelo governador Cláudio Castro (PL) como uma ação que “higienizou mais de 115 vagabundos”. A declaração foi feita durante cerimônia de entrega de viaturas e bicicletas ao programa Segurança Presente, quando o chefe do Executivo fez um discurso de balanço de gestão na área de segurança pública. Cláudio Castro já se lançou candidato ao Senado pelo PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República.

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— Nosso maior legado é que o Rio de Janeiro hoje tem lado. As pesquisas de opinião mostraram que 90% das pessoas que moram lá foram favoráveis à operação policial que higienizou mais de 115 vagabundos. Se pudesse ter sido mais, teria sido. Pelo menos foram 115 a menos subjugando a população — disse o governador.

Ao longo do discurso, Castro afirmou que não celebra mortes, mas sustentou que a ação teria retirado criminosos que, segundo ele, impunham barricadas, restringiam a circulação de moradores e controlavam a rotina das comunidades. O governador declarou que a polícia representa “a última fronteira entre a anarquia e o Estado” e que a prioridade de sua gestão foi garantir o direito de ir e vir, especialmente da população mais pobre e vulnerável.

O chefe do Executivo reiterou que o Estado não pode admitir o que chamou de “estado paralelo”, descrevendo como inconstitucional a presença ostensiva de traficantes armados impondo regras em territórios dominados por facções. Para ele, preservar a liberdade de circulação é o “pai dos direitos” e a base da democracia.

A fala ocorreu durante a entrega de 140 viaturas e 100 bicicletas elétricas às 59 bases do Segurança Presente no estado. No evento, o governador destacou investimentos anuais de R$ 16 bilhões na segurança pública, citou a recomposição do efetivo da Polícia Civil — que, segundo ele, passou de cerca de 7 mil para quase 11 mil agentes — e mencionou reajustes salariais que teriam se aproximado de 40% para as forças de segurança. Também afirmou que batalhões foram reformados, que cada policial passou a ter armamento e colete próprios e a frota foi renovada com a compra de centenas de viaturas.

Castro atribuiu os resultados ao que chamou de “ciclo virtuoso” da segurança pública, baseado em infraestrutura, investimento e respaldo político às forças policiais. Disse ainda que a mudança de percepção da população em relação à política de segurança representaria uma virada de narrativa ao longo de sua gestão.

Em tom político, o governador associou a condução da segurança pública a um grupo que, segundo ele, “tem lado” e que estaria alinhado a uma agenda iniciada em 2018, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também fez menções ao cenário eleitoral futuro, afirmando que espera deixar um estado “muito melhor” do que o recebido em 2019 e que o legado construído não se perderá no próximo ciclo, caso seu candidato ao governo, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), seja eleito.

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