Operação em três estados mira esquema de tráfico de fuzis e drogas do TCP com operadores “invisíveis”

 

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Criminosos que atuavam "invisíveis" se tornaram alvos da ofensiva realizada por policiais civis da Delegacia de Combate aos Crimes Organizados e Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD), na manhã desta quinta-feira. A Operação Fim da Rota mira um núcleo da facção Terceiro Comando Puro (TCP) voltado ao tráfico interestadual de drogas e armas, especialmente fuzis. A ação ocorre na cidade do Rio, em São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e também nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Investigações apontaram que o chefe do grupo coordena as ações de dentro do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Até o momento, cinco pessoas foram presas. A polícia ainda busca um suspeito.

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Diferentemente de operações tradicionais, que miram criminosos já conhecidos das forças de segurança, a investigação identificou integrantes que não possuíam passagens pela polícia nem anotações criminais. São alvos que viviam fora de comunidades dominadas pelo tráfico e mantinham rotina aparentemente regular, o que dificultava a identificação.

A apuração reuniu técnicas avançadas de inteligência e análise financeira para revelar uma estrutura hierarquizada, com divisão clara de tarefas e atuação coordenada entre Rio, Espírito Santo e Minas Gerais.

As equipes mapearam movimentações suspeitas, inclusive com uso de criptoativos, empresas de fachada e contas de “laranjas”. O rastreamento permitiu identificar facilitadores financeiros e proprietários formais de bens utilizados para dar aparência de legalidade aos lucros do tráfico — investigados que, até então, nunca haviam figurado em registros policiais.

As investigações apontaram ainda que o líder do grupo coordena as ações de dentro do Complexo da Maré. Para escapar da atuação das forças de segurança, o operador central fazia a ligação entre fornecedores no Rio e distribuidores em outros estados, utilizando fachada comercial para transportar fuzis do tipo AR-10 e grandes cargas de entorpecentes, além de recrutar novos integrantes para a cadeia logística.

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O esquema adotava estratégias para driblar a fiscalização, como comunicação criptografada e veículos adaptados com compartimentos ocultos para esconder drogas e armas. Na parte financeira, utilizava principalmente transferências via Pix, depósitos em contas de pessoas físicas e jurídicas, empresas de fachada, agiotagem e fracionamento de valores, numa tentativa de mascarar a origem ilícita dos recursos.

A operação conta com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (Dgpe), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e de policiais civis de Minas Gerais e Espírito Santo, que cumprem simultaneamente mandados de prisão e de busca e apreensão. A ofensiva busca atingir, de forma estratégica e simultânea, tanto a ponta armada quanto o braço financeiro do TCP.

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