Operação do MPRJ prende dois PMs acusados de integrar organização criminosa de Rogério Andrade

 

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Dois policiais militares aposentados foram presos nesta quinta-feira, durante a Operação Pretorianos, do Ministério Público do Rio (MPRJ). Os agentes são acusados de integrar a organização criminosa do bicheiro Rogério de Andrade — que está preso no Presídio Federal de Campo Grande (MS) desde outubro de 2024 —, além de fazer a segurança dos pontos de exploração de máquinas de caça-níqueis e outras atividades ilícitas. Contra o contraventor denunciado, também foi expedido um novo mandado de prisão.

Os PMs Marcos Antonio de Oliveira Machado, conhecido como Machado, e Carlos André Carneiro de Souza, o Carneiro, foram presos nas primeiras horas do dia. Eles foram levados para a 32ª DP (Taquara) e para a 24ª DP (Piedade), respectivamente.

Ainda de acordo com Ministério Público, Carneiro e Rogério foram denunciados ainda por subornarem um PM da ativa para conseguir informações sigilosas sobre operações policiais, assim como direcionar ações contra estabelecimentos explorados por jogos ilegais de criminosos rivais.

A operação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) — responsável pela investigação — e pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), ambos do MPRJ, com o apoio da Corregedoria Interna da Polícia Militar.

Há dois anos, 16 PMs foram alvos de operação

A primeira fase da Pretorianos ocorreu em março de 2024, quando os alvos eram 16 PMs da ativa e um policial penal. A ação foi batizada com esse nome pelo Gaeco numa alusão à Guarda Pretoriana, uma unidade de defesa pessoal dos imperadores romanos na antiguidade.

A Operação Pretorianos é a continuação da Calígula contra as redes de jogos de azar de Rogério de Andrade e de Ronnie Lessa, em 2022. Na época, os agentes cumpriram 24 mandados de busca e apreensão em endereços de empresas usadas na lavagem de dinheiro das casas de apostas. Foram denunciados Rogério; o filho dele, Gustavo de Andrade; o então chefe da segurança dele, Márcio Araújo de Souza; Ronnie Lessa — condenado pelo duplo homicídio da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes —; e os delegados Marcos Cipriano e Adriana Belém.

Rogério de Andrade é patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel que, recentemente, vem sendo administrada pelo filho Gustavo.