Operação

Operação 'anticartéis' de Trump que destruiu 67 embarcações e matou ao menos 221 pessoas não reduziu o tráfico aos EUA

Fonte: Bandeira



Enquanto o presidente Trump afirma que a operação Southern Spear, liderada pelo Comando Sul dos EUA e Força-Tarefa Conjunta, teria “desintegrado” o tráfico marítimo entre os Estados Unidos e o Caribe e o Oceano Pacífico Oriental

Moradores do Rio gastam ao menos R$ 2,2 bilhões por ano em bets, mostra pesquisa

Durante operação da PM, criminosos usam ônibus como barricadas e fecham pista da Avenida Ayrton Senna

Durigan: dívida do Brasil é menor do que a de grandes economias

Só que, de acordo com o Washington Post, que teria tido acesso à um relatório da Drug Enforcement Administration (DEA), responsável pelo combate ao tráfico de drogas no país, os “as incursões afetaram o fornecimento ou o preço da cocaína nos Estados Unidos e levaram os traficantes a diversificar suas atividades, deixando de usar lanchas rápidas e evitando águas internacionais”.

Os criminosos teriam começado a usar barcos maiores e aproximando-se da costa, onde as forças americanas têm menos probabilidade de abrir fogo.

Traficantes também teriam começado a depender mais de aviões de pequeno porte — que decolam de pistas de pouso clandestinas ao longo da fronteira entre a Colômbia e a Venezuela e seguem para o leste, em direção à Guiana e ao Suriname.

“Quando você aperta o balão de um lado, ele sempre se expande do outro”, disse um agente da DEA ao Washington Post.


“Eles sempre encontram os pontos fracos e os exploram”, afirmou.

As operações atingiram 67 embarcações e mataram pelo menos 221 pessoas desde setembro, o que é usado por Trump como uma vitória de seu governo: “98,2% das drogas que entravam nos EUA por via marítima ou oceânica PARARAM!”, escreveu em seu perfil na Truth Social.

Só que agências federais vêm apontando o contrário e, segundos informes, mostrando que os criminosos se adaptam para enfrentar as novas medidas tomadas pelo governo: “Os contrabandistas vêm trazendo mercadorias ilegais para o sul da Flórida há 400 anos”, disse o comandante da Estação da Guarda Costeira de Miami Beach, Tenente Matthew Ross.


“Eles não vão parar”, afirmou.