A ONU publicou, nesta sexta-feira, uma atualização de sua lista de empresas vinculadas aos assentamentos de Israel em território palestino, considerados ilegais pelo direito internacional. A lista agora inclui 214 companhias, a maioria israelenses. Airbnb, Booking, Expedia, Motorola e TripAdvisor continuam na base de dados elaborada pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. Contexto: Na ONU, Netanyahu minimiza violência de colonos israelenses, enaltece Trump e debocha de protestos na assembleia Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países A lista não é exaustiva e passa por atualizações periódicas, com a inclusão e a retirada de empresas. Israel contesta a base de dados. Cinco empresas foram retiradas em relação ao ano passado: uma israelense, duas espanholas, uma canadense e uma portuguesa.
"Este relatório lembra mais uma vez às empresas que elas têm responsabilidades em matéria de direitos humanos", declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado em um comunicado. O relatório também lembra às empresas "que elas têm a obrigação de agir com a devida diligência para garantir que não estejam envolvidas em violações ou abusos dos direitos humanos", acrescentou. Veja também: Guerra leva Gaza à ‘crise econômica mais grave’ do mundo e deixa mais de 90% da população desempregada, alerta ONU A maioria das empresas incluídas na lista tem sede em Israel. As demais têm sede nos Estados Unidos, em vários países europeus, no México e na África do Sul, com uma empresa em cada um destes dois últimos países, além de duas na China. O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos publicou a lista pela primeira vez em 2020. 'Plano colonial maligno': Líder palestino acusa Israel de limpeza étnica em discurso na ONU A iniciativa surgiu de uma resolução do Conselho de Direitos Humanos, aprovada em março de 2016, que solicitava a criação de "uma base de dados de todas as empresas envolvidas nas atividades" relacionadas, entre outras coisas, à construção e ao desenvolvimento dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental. Em um comunicado enviado à AFP, a representação de Israel junto à ONU em Genebra denunciou a base de dados e afirmou que esse "mecanismo (...) foi estabelecido com o único propósito de perseguir o Estado judeu e não tem equivalente no mundo".
O Globo