ONU cobra investigação sobre mortes em protestos no Irã; governo local acusa EUA e Israel de interferência
A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta sexta-feira (9) que todas as mortes registradas durante protestos no Irã sejam investigadas de forma ‘independente e transparente’. A ONU também manifestou preocupação com o corte do acesso à internet no país em meio às manifestações, que se espalharam por diversas regiões.
Os protestos no Irã contra o alto custo de vida e a repressão política já resultaram em pelo menos 45 mortes. Entre as vítimas fatais estão ao menos oito menores de idade
ONU cobra investigação sobre mortes em protestos no Irã
Em comunicado, o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou estar ‘profundamente perturbado com as notícias de violência’ relacionadas aos protestos. Segundo ele, os responsáveis por eventuais violações devem ser responsabilizados de acordo com normas e padrões internacionais de direitos humanos.
Irã acusa EUA e Israel
Enquanto isso, o governo iraniano reagiu às críticas internacionais e acusou os Estados Unidos e Israel de estimularem o crescimento do movimento de protesto no país. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Washington e Tel Aviv estariam tentando interferir diretamente nas manifestações.
‘Foi isso que os americanos e israelenses afirmaram, que estão intervindo diretamente nos protestos no Irã’, disse Araghchi durante visita oficial ao Líbano. De acordo com o chanceler, há uma tentativa externa de transformar manifestações pacíficas em atos ‘divisivos e violentos’.
O ministro iraniano também descartou a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira direta, mesmo após alertas dos Estados Unidos sobre a repressão aos manifestantes. ‘Quanto à possibilidade de uma intervenção militar contra o Irã, acreditamos que essa possibilidade é baixa, pois suas tentativas anteriores foram um fracasso total’, afirmou.
