ONU adiciona Israel à lista de violência sexual em zonas de conflito; grupo já tem Hamas e ISIS

ONU adiciona Israel à lista de violência sexual em zonas de conflito; grupo já tem Hamas e ISIS

 

Fonte: Bandeira



A Organização das Nações Unidas adicionou Israel à sua lista negra de violência sexual em zonas de conflito, que já inclui o Hamas e outras organizações consideradas terroristas. A decisão foi anunciada pelo embaixador israelense nas Nações Unidas, Danny Danon, em uma publicação nas redes sociais.

'Qualquer pessoa que inclua Israel na mesma lista de terroristas e estupradores que o Hamas, juntamente com as organizações terroristas mais brutais do mundo, como o ISIS, não tem bússola moral', escreveu ele nas redes sociais.

'Esta é uma decisão política! Desconectada dos fatos e da realidade!', enfatizou o embaixador, acrescentando que Israel apresentou provas para refutar os relatórios da ONU.

'Convidamos representantes da ONU para virem ao local e examinarem cuidadosamente a situação, e obviamente eles optaram por não fazê-lo', completou.

Segundo a mídia israelense, o Serviço Penitenciário de Israel está entre as diversas entidades adicionadas à lista da ONU, juntamente com outras instituições e autoridades israelenses.

Um país ou grupo armado permanece na lista do Secretário-Geral da ONU por, no mínimo, um ano.

O Hamas foi adicionado à lista em agosto de 2025, após diversos relatórios da Representante do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten, que encontraram indícios substanciais de que o grupo armado palestino cometeu atos de estupro e violência sexual durante o ataque a Israel de 7 de outubro de 2023 e enquanto mantinha reféns em Gaza.

Israel argumenta que, após a inclusão do Hamas, houve forte pressão sobre o Secretário-Geral da ONU para que Israel também fosse incluído na lista.

Criado para Gaza, Conselho de Paz de Trump está com caixa zerado após promessas de US$ 17 bi em doações

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso no Conselho de Paz.

SAUL LOEB / AFP

O fundo do Banco Mundial criado para o Conselho da Paz, construído pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não recebeu nenhum financiamento, apesar das promessas de doações de US$ 17 bilhões dos EUA e de outros líderes mundiais.

A informação foi divulgada pelo jornal Financial Times, citando quatro fontes familiarizadas com o assunto.

'Nem um único dólar foi depositado', disse uma das fontes.

O Conselho da Paz recebeu doações, mas estas foram depositadas diretamente em sua conta no JPMorgan, segundo um porta-voz do Conselho.

'Diversas opções para obter financiamento foram identificadas' disse um funcionário do Conselho da Paz ao Financial Times. 'Neste momento, os contribuintes optaram por buscar outras soluções'.

Como afirma o veículo, diferentemente do Banco Mundial, a conta do JPMorgan não tem a obrigação de divulgar sua situação financeira aos contribuintes e membros do Conselho da Paz.

O Conselho da Paz se comprometeu a apresentar suas demonstrações financeiras ao seu Conselho de Administração 'no momento que julgar apropriado', acrescentou o funcionário.

Criado para ajudar a Faixa de Gaza na reconstrução após a guerra, Trump utilizou a criação do Conselho de Paz como uma espécie de confronto a ONU, em que muitos chamaram no período de 'ONU paralela'.

Mas, na época do lançamento, o republicano disse que planeja trabalhar em colaboração com as Nações Unidas e que possui um 'potencial realmente enorme'. Apesar disso, completou:

'O Conselho de Paz vai praticamente supervisionar as Nações Unidas e garantir que elas funcionem corretamente'.

O presidente observou que, se a ONU precisar de ajuda 'financeira', o Conselho da Paz está preparado para intervir.

Cerca de 60 lideranças mundiais foram convidadas para participar do órgão criado por ele para supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza, inclusive o presidente Lula, que não respondeu.

Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão.

A comunidade internacional teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de "ONU paralela" e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.