ONGs denunciam que mais de 500 pessoas foram mortas durante protestos no Irã
O Irã ameaçou neste domingo retaliar Israel e bases militares dos Estados Unidos caso o paÃs seja alvo de um bombardeio norte-americano. A declaração ocorre em meio a uma onda de protestos contra o regime do lÃder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar intervir se o regime matar manifestantes pacÃficos. O número de mortos nesses protestos já passou dos 500 neste domingo, segundo denunciam grupos de ativistas que monitoram a situação no paÃs.
Trump disse que o Irã está "buscando a liberdade" e que os norte-americanos estão "prontos a ajudar".
Os protestos começaram a tomar o paÃs pela capital Teerã, ainda no final do ano passado. A população foi à s ruas contra a escalada da crise econômica. Mas, com a forte repressão nas ruas, os atos também passaram a reivindicar a renúncia do aiatolá iraniano Ali Khamenei.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou neste domingo os Estados Unidos e Israel de "semear caos e desordem" no paÃs ao fomentar confrontos nas ruas e pediu para que a população se distancie do que chamou de "badernistas e terroristas".
Em meio ao clima de extrema tensão, o presidente buscou moderar o discurso ao dizer que o governo está pronto para "ouvir seu povo" e determinado a resolver as questões econômicas. De acordo com o jornal norte-americano "The New York Times", Trump foi informado nos últimos dias sobre opções disponÃveis para ataque militar no Irã.
Segundo a agência de notÃcias Reuters, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, debateu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã. O professor de relações internacionais da PUC Minas, Danny Zahreddine, avaliou a possibilidade de confronto entre Irã e Estados Unidos.
O chefe da polÃcia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou que "o nÃvel de confronto contra os manifestantes se intensificou". Em meio aos protestos, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que proteger a segurança nacional é um ponto inegociável. E em meio a escalada da crise, o regime iraniano declarou, neste domingo três dias de luto pelo que chamou de "mártires", em homenagem aos integrantes das forças de segurança mortos nos protestos.
