Onda de protestos no Irã entra na terceira semana com mais de 500 mortos

 

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O Irã entra, nesta segunda-feira (12), na terceira semana de protestos contra a crise econômica e o governo, na maior mobilização contra o regime do aiatolá Ali Khamenei em mais de três anos. Ele é o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio e enfrenta um dos maiores desafios ao regime desde a Revolução Islâmica de 1979.

Segundo a organização de direitos humanos HRANA, ao menos 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança morreram desde o início da repressão, além de mais de 10 mil pessoas presas.

ONGs também denunciam um “massacre” contra os manifestantes, enquanto a polícia ligada ao regime afirma ter “escalado” a resposta aos protestos. Hospitais relatam superlotação devido ao número de feridos.

O país permanece isolado após o governo cortar o acesso à internet, o que dificulta a verificação independente do número real de vítimas. Ao longo de mais de três décadas no poder, Khamenei enfrentou diversas ondas de protestos, todas reprimidas com violência.

Em discurso recente, o líder afirmou que o governo “não vai recuar” e classificou os manifestantes como “vândalos” que tentariam “agradar o presidente dos Estados Unidos”.

Donald Trump declarou que os Estados Unidos avaliam a possibilidade de dialogar com autoridades iranianas e mantêm contato com a oposição, enquanto analisam respostas enérgicas.

Entre as opções discutidas estão ataques militares, o uso de armas cibernéticas, a ampliação de sanções e o apoio online a grupos antigovernamentais, de acordo com apuração do Wall Street Journal.

A agência Reuters informou que Israel está em estado de alerta máximo diante da possibilidade de uma intervenção americana em Teerã

Israel e Irã travam um conflito direto desde junho de 2025. No período, os Estados Unidos se envolveram brevemente ao atacar instalações nucleares iranianas. Teerã respondeu lançando mísseis contra Israel e uma base aérea americana no Catar.