Após atingir o maior patamar da série histórica em 2022, o número de candidaturas de militares e policiais caiu 35% nestas eleições.
O número de candidatos que utilizam patentes, cargos ou referências às forças de segurança nos nomes de urna recuou de 1.464 para 950, uma redução de 514 candidaturas, em comparação com o último pleito.
A declaração de profissões ligadas às forças militares e policiais apresenta oscilações ao longo da série histórica.
Em 2002, 758 candidatos informaram à Justiça Eleitoral uma ocupação militar ou policial, número que subiu para 950 em 2006.
Depois de recuar para 914 em 2010, o total voltou a crescer e chegou a 1.049 em 2014 e 1.210 em 2018, antes de atingir o pico de 1.464 candidatos em 2022.
Em 2026, porém, a trajetória de crescimento foi interrompida e 950 candidatos declararam profissão militar ou policial, uma queda de 514 candidaturas em relação a 2022, equivalente a cerca de 35%.
Com isso, o número retorna ao mesmo patamar registrado em 2006.
Em termos proporcionais, os candidatos dessas profissões representavam 5% do total em 2022 e passaram a corresponder a 4,6% em 2026.
Os dados mostram a variedade de títulos e funções ligados às forças de segurança escolhidos pelos candidatos para se apresentar ao eleitorado em 2026.
Entre os termos mais utilizados nos nomes de urna, “coronel” aparece na liderança, com 165 ocorrências, seguido por “sargento”, com 156, e “delegado”, com 105.
Outras patentes também aparecem entre os nomes registrados, como “tenente”, utilizado por 83 candidatos e “cabo”, com 69 candidaturas.
Mesmo com a queda, os policiais militares continuam sendo a categoria mais numerosa, com 564 candidatos, seguidos por policiais civis, bombeiros militares, militares reformados e integrantes das Forças Armadas.
Entre os policiais civis, há candidatos como Rafael de Sá Sampaio, conhecido como Delegado Rafael Sampaio (Novo-DF), que disputa o cargo de vice-governador, e Rafael de Freitas Faria, o Delegado Rafael Faria (Podemos-MG), candidato a deputado federal.
Já os bombeiros militares, contam com nomes como Bráulio Cançado Flores, o Coronel Bráulio (MDB-GO), candidato a deputado federal, e Sérgio de Assis Lopes, o Capitão Assis (Republicanos-ES), também na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
A categoria reúne 92 candidatos no levantamento.
Os militares reformados também somam 92 candidaturas.
Entre eles estão Fábio Rodrigues de Oliveira, o Major Fábio (Novo-PB), que concorre ao Senado, e Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo (Mobiliza-AM), candidato a governador.
Já entre os 82 membros das Forças Armadas aparecem nomes como Davi Lima Souza, o Capitão Davi (PL-DF), candidato a deputado federal, e Wandeir Reis do Prado, o Sargento Prado (PL-MG), que disputa uma vaga de deputado estadual.
A redução também aparece entre os candidatos que declaram oficialmente uma profissão ligada às forças militares e policiais.
Do total analisado, cerca de 256 candidatos informaram à Justiça Eleitoral ocupações diferentes das relacionadas à área de segurança, apesar de utilizarem referências militares ou policiais em seus nomes de urna.
