Onda de calor em Honduras leva governo a reduzir jornada escolar e permitir aulas virtuais

 

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O governo hondurenho reduziu a jornada escolar e implementou aulas virtuais devido às altas temperaturas que podem se intensificar por conta do fenômeno El Niño, informaram fontes oficiais nesta segunda-feira (11). Diversas regiões, especialmente no sul do país, registraram temperaturas de até 40°C, agravadas pela má qualidade do ar devido a incêndios florestais, inclusive na capital, Tegucigalpa.

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As autoridades preveem temperaturas entre 34°C e 41°C para os próximos dias. Como resultado, o Ministério da Educação determinou a redução de uma hora na jornada escolar na segunda e terça-feira, e a transição para o ensino virtual no restante da semana nas escolas públicas.

O ministério também solicitou que as escolas particulares adotem medidas para mitigar o impacto da onda de calor.

O Ministro da Gestão de Riscos, Reinaldo Sánchez, disse à AFP nesta segunda-feira que a situação é preocupante, pois prevê-se o retorno do El Niño, que poderá gerar temperaturas recordes em diversas regiões do mundo.

— Muitas pessoas pensam que o verão e a estação seca acabaram e que as chuvas de maio resolverão o problema. Não. De acordo com a previsão, julho, agosto e setembro serão meses que exigirão atenção especial à evolução das chuvas e ao impacto da seca — afirmou.

— Foi realmente necessário (tomar medidas). Tenho 40 alunos e o calor está insuportável — disse à AFP Lorna Cruz, professora do ensino fundamental.

Honduras também registrou centenas de incêndios florestais este ano, atribuídos principalmente a queimadas agrícolas. Esses incêndios fizeram com que a qualidade do ar na capital, com seus 1,6 milhão de habitantes, permanecesse na faixa "prejudicial", segundo o site especializado IQAir.