Oncoclínicas: Porto e Fleury desistem de sociedade com rede de tratamento de câncer em crise, dizem fontes

 

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A Porto Seguro e o grupo de medicina diagnóstica Fleury desistiram da negociação com a Oncoclínicas que previa a criação conjunta de uma nova empresa, segundo fontes ligadas à companhia ouvidas pelo GLOBO. A retirada da proposta acontece no dia em que a Oncoclínicas levou à Justiça um pedido de proteção contra credores. A rede de clínicas oncológicas passa por uma grave financeira, e encerrou 2025 com um prejuízo de R$ 3,67 bilhões, com "incertezas" sobre continuidade operacional.

No dia 13 de março, a Porto Seguro e a Oncoclínicas assinaram um termo não vinculante de exclusividade para negociar a criação da NewCo, empresa que ficaria sob controle da Porto e para onde seriam transferidas as 146 unidades da Oncoclínicas além de parte das dívidas da companhia. Alguns dias depois, o grupo de medicina diagnóstica Fleury entrou no negócio.

Em troca, Fleury e Porto fariam um aporte de R$ 500 milhões, o que poderia dar fôlego financeiro para a rede manter os atendimentos de pacientes com câncer de planos de saúde. A nova empresa também poderia emitir debêntures conversíveis em ações ordinárias, em colocação privada, no valor total de R$ 500 milhões.

As negociações terminaram neste domingo e uma renovação do prazo estava sendo discutida.

Procurada, a Oncoclínicas não se pronunciou. Já a Fleury se limitou a dizer que o acordo de exclusividade da negociaçaõ não foi renovado. O GLOBO aguarda resposta da Porto Seguro.