OMS tenta localizar 82 passageiros de voo após morte de turista holandesa por hantavírus na África do Sul
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que está tentando localizar os 82 passageiros que viajaram em um voo com uma turista holandesa que morreu após ser infectada por hantavírus, na África do Sul. A medida faz parte do rastreamento de contatos após a confirmação da doença, considerada rara e potencialmente grave.
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A mulher morreu em um hospital de Joanesburgo depois de viajar da ilha de Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul. Ela era companheira do homem de 70 anos que havia morrido anteriormente a bordo de um navio após também contrair hantavírus.
Segundo a OMS, a mulher desembarcou em Santa Helena no dia 24 de abril porque apresentava “sintomas gastrointestinais”. No dia seguinte, embarcou em um voo operado pela companhia sul-africana Airlink com destino a Joanesburgo.
Ela morreu no dia 26 de abril, apenas um dia após a viagem. No entanto, a confirmação da infecção por hantavírus só ocorreu em 4 de maio, após a realização de um exame PCR.
Rastreamento de contatos e alerta sanitário
Com a confirmação tardia do diagnóstico, a OMS iniciou a busca pelos passageiros que estiveram no mesmo voo da vítima em 25 de abril, com o objetivo de monitorar possíveis casos e orientar eventuais medidas de prevenção.
A informação foi confirmada por Karin Murray, diretora de vendas e marketing da companhia aérea Airlink, em declaração à agência AFP. Segundo ela, as autoridades sul-africanas solicitaram à empresa que notificasse todos os passageiros para que entrassem em contato com os serviços de saúde.
Ainda de acordo com a AFP, três pessoas que permanecem no navio onde o primeiro caso foi registrado deverão ser retiradas da embarcação ainda nesta terça-feira para avaliação médica.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Em casos graves, a infecção pode evoluir rapidamente e comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.
As autoridades de saúde acompanham o caso para evitar novos contágios e esclarecer se houve transmissão adicional entre os passageiros e ocupantes do navio.
