A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, na quarta-feira, a expansão dos testes clínicos para duas novas vacinas contra o Ebola, no contexto da epidemia que atinge a República Democrática do Congo. OMS: 1 em cada 4 adolescentes no mundo não pratica nenhuma atividade física
Veja também: Mulher morre 40 dias após suspeita de picada de aranha venenosa na Itália; polícia investiga possível negligência médica — Hoje, os grupos de especialistas da OMS recomendam a inclusão de duas vacinas candidatas" aos testes que já foram iniciados no final de outubro na RDC com a Ervebo, uma vacina aprovada para uso contra a cepa Zaire, a mais comum do vírus Ebola — anunciou à imprensa o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
As duas vacinas agora prontas para serem testadas são específicas para a cepa Bundibugyo, que é a que atinge atualmente a RDC. Nesta semana, as mortes causadas pela infecção passam a marca de 5 mil somente nesta epidemia.
As autoridades congolesas declararam oficialmente o surto há quase seis meses, em 15 de maio, embora especialistas concordem que o vírus já circulava no país, com mais de 100 milhões de habitantes, vários meses antes de ser detectado. O ebola, transmitido por contato com fluidos corporais e que provoca uma grave febre hemorrágica, provocou mais de 15.000 mortes na África ao longo dos últimos 50 anos.
O pior surto registrado anteriormente na RDC deixou quase 2.300 mortos e 3.500 casos entre 2018 e 2020. Segundo dados da 'Africa CDC', a epidemia já provocou 5.376 mortes: 5.372 na RDC, duas em Uganda e duas no Quênia.
O surto atual foi provocado pela cepa Bundibugyo do vírus ebola, para a qual ainda não existe nenhuma vacina nem tratamento homologado.
O Globo