A OMS (Organização Mundial da Saúde) iniciou o 1º estudo clínico de uma vacina contra a cepa do vírus ebola responsável pelo surto na República Democrática do Congo. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou na 6ª feira (23.out.2026) que os testes começaram.
O anúncio foi feito em seu perfil no X. As primeiras doses da vacina Ervebo foram aplicadas em participantes em Bunia, capital da província de Ituri, no nordeste do país.
A região concentra o surto da doença. A Ervebo é aprovada para uso contra a cepa Zaire.
O estudo avaliará se o imunizante oferece proteção contra a variante Bundibugyo, responsável pela epidemia atual. “Este ensaio clínico nos ajudará a entender se alguma das vacinas candidatas desenvolvidas para o vírus Bundibugyo funciona”, disse Tedros.
O estudo chamado Tumaini (que significa “esperança” em Swahili) se prepara para entrar na 2ª fase, de um total de 3. A etapa avaliará a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de diferentes vacinas em pessoas com alto risco de infecção.
Duas vacinas desenvolvidas contra a cepa Bundibugyo devem ser incluídas no estudo. Uma é a ChAdOx1, desenvolvida pela Universidade de Oxford.
A outra é produzida pela farmacêutica norte-americana Moderna. Ambas passaram por testes iniciais.
As vacinas recebem financiamento da Cepi (Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias), entidade que reúne governos, o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill & Melinda Gates. O estudo prevê a inclusão de grávidas e adolescentes a partir de 12 anos.
O SURTO DE EBOLA A OMS classificou a situação como “emergência de saúde pública de preocupação internacional”, o 2º nível mais alto de alerta da organização.
Desde maio, o surto de ebola já provocou 9.704 casos confirmados e 4.687 mortes na República Democrática do Congo. A doença também foi registrada em países como Uganda, Quênia e Nigéria.
Poder 360