Ex-presidente da CPI da Pandemia foi novamente eleito governador do Estado e apostou no legado de gestões anteriores O senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas neste domingo em uma disputa contra a empresária e professora Maria do Carmo (PL).
Com 86,24 das urnas apuradas, Aziz tem 60,02% dos votos, ante 39,88 da candidata do PL. Aziz terminou o primeiro turno na liderança, com 40,63% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo obteve 24,49%.
Assim, Omar Aziz voltará a comandar o governo do Amazonas após 16 anos. Ele já foi governador em duas oporutnidades.
Em 2010, ele assumiu o posto após a desincompatiblização do então chefe de Poder Executivo, Eduardo Braga (MDB). Depois, Aziz foi reeleito naquele ano.
Durante o segundo turno, o senador – que comandou a CPI da Covid no Congresso – ficou em posição confortável. Embora ele tenha perdido parte da vantagem nessa reta final de campanha.
Maria do Carmo focou sua campanha na tentativa de regionalizar a polaridade entre Lula x Flávio Bolsonaro. Nos primeiros dias do segundo turno, passou a reforçar nas redes sociais sua proximidade com o parlamentar e a associação entre seu número de urna, 22, e o candidato do PL à Presidência.
Em uma das peças divulgadas pela campanha, a candidata afirma: “Quem não quer Lula, vota 22”. Aziz, por sua vez, inicialmente evitou em um primeiro momento fazer da ligação com Lula o centro de sua campanha.
A estratégia mudou após ser pressionado pela adversária durante o primeiro debate do segundo turno. Questionado sobre seu candidato à Presidência, o senador reafirmou o apoio ao petista.
Durante a campanha, Aziz tentou apresentar sua passagem pelo governo estadual, entre 2010 e 2014, e sua trajetória no Senado como credenciais para retornar ao Executivo. Maria do Carmo, que disputa pela primeira vez o governo, explorou justamente o fato de não ter ocupado anteriormente o cargo e tentou transformar a experiência do adversário em símbolo da velha política.
Nascido em Garça (SP), em 1958, Omar José Abdel Aziz, 68, é engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Amazonas e construiu sua carreira política em Manaus, onde iniciou a trajetória no movimento estudantil. Foi vereador por dois mandatos, deputado estadual e vice-prefeito da capital, além de ter ocupado a Secretaria Municipal de Obras e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.
Em 2002, elegeu-se vice-governador e, após a renúncia de Eduardo Braga em 2010, assumiu o governo estadual, sendo eleito naquele mesmo ano para um mandato próprio. Em 2014, deixou o cargo para disputar o Senado, sendo eleito com cerca de 930 mil votos.
No Congresso, ganhou projeção nacional como presidente da CPI da Pandemia, em 2021, e foi reeleito senador em 2022. Em 2026, abriu mão de disputar novo mandato no Senado para tentar retornar ao Palácio do Governo do Amazonas, agora pelo PSD.
O Antogonista