Omã anuncia que intermediou negociações indiretas entre EUA e Irã
O governo de Omã, através do ministro das Relações Exteriores, Badr al-Busaidi, anunciou nesta sexta-feira (6) que intermediou negociações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã sobre uma busca de acordo nuclear.
De acordo com a publicação nas redes sociais da pasta, 'as consultas se centraram na criação das condições adequadas para a retomada das negociações diplomáticas e técnicas, enfatizando a sua importância, tendo em conta o empenho das partes em garantir o seu sucesso, de forma a alcançar uma segurança e estabilidade sustentáveis'.
As conversas foram com o principal diplomata do Irã, Abbas Araghchi, e com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e com Jared Kushner, genro de Trump.
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O país persa respondeu nesta sexta-feira (6) que se defenderá contra 'quaisquer exigências excessivas ou aventureirismo' dos EUA.
A afirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Segundo ele, que participará das negociações, o país adotada uma 'abordagem de usar a diplomacia para garantir os interesses nacionais do Irã'.
Ele ainda completou que o Irã defenderá 'a soberania e a segurança nacional do país'.
Em meio a isso, o presidente americano Donald Trump se recusa a descartar uma ação militar contra Teerã.
O Irã e os Estados Unidos devem realizar negociações cruciais em Omã sobre o programa nuclear iraniano, mas uma disputa sobre a agenda, principalmente divergências sobre o formidável programa de mísseis de Teerã, mostram que o progresso será difícil, com a ameaça de outra guerra no Oriente Médio no horizonte.
Embora ambos os lados tenham sinalizado disposição para retomar a diplomacia em relação à longa disputa nuclear de Teerã com o Ocidente, Washington quer que as conversas abordem o programa nuclear iraniano, seus mísseis balísticos, o apoio a grupos armados na região e o 'tratamento dado ao seu próprio povo', disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
O Irã afirmou que deseja que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, discutam apenas questões nucleares em Mascate.
Em junho, os EUA atacaram alvos nucleares iranianos, em um momento de outros bombardeios de Israel numa guerra que durou 12 dias. Desde então, Teerã afirmou ter interrompido suas atividades de enriquecimento de urânio.
EUA voltam a pedir que americanos saiam do Irã 'imediatamente'
Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e presidente dos EUA, Donald Trump.
AFP PHOTO/KHAMENEI.IR e SAUL LOEB/AFP
Às vésperas de uma reunião oficial em busca de acordo nuclear, o governo dos Estados Unidos, através de sua Embaixada Virtual no Irã, emitiu um alerta nesta sexta-feira (6) para que os cidadãos americanos deixem o país imediatamente. O pedido também afirma para que eles se preparem em um plano de partida que não dependam da assistência dos EUA.
A conversa, que acontece em Omã nesta sexta-feira (6) possui poucos indícios de que as duas partes tenham encontrado um consenso sobre a agenda da reunião.
'Medidas de segurança reforçadas, fechamento de estradas, interrupções no transporte público e bloqueios da internet estão em curso. O governo do Irã continua restringindo o acesso a redes móveis, fixas e à internet nacional. As companhias aéreas continuam limitando ou cancelando voos de e para o Irã', diz o texto da Embaixada.
'Os cidadãos dos EUA devem esperar interrupções contínuas na internet, planejar meios alternativos de comunicação e, se for seguro fazê-lo, considerar deixar o Irã por terra rumo à Armênia ou à Turquia'.
O comunicado dizia que, se fosse impossível sair, as pessoas deveriam encontrar um 'local seguro' dentro de sua residência ou em outro prédio seguro e manter um estoque de 'alimentos, água, medicamentos e outros itens essenciais'.
Esse não é o primeiro comunicado do tipo dos EUA para com o Irã. Ele já ocorreu em outras ocasiões, inclusive em janeiro deste ano, quando Trump avaliava um ataque diretamente contra o país persa por conta da pressão e violência contra manifestações.
O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, devem participar da reunião com uma equipe liderada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, de acordo com autoridades americanas e iranianas.
As conversas de sexta-feira seriam o primeiro encontro oficial entre Teerã e Washington desde que as tensões aumentaram em junho do ano passado, quando uma guerra de 12 dias com Israel levou a ataques aéreos dos EUA que danificaram gravemente as três principais instalações nucleares do Irã.
O governo dos EUA teria exigido que o Irã descarte seu estoque de urânio enriquecido, limite o programa de mísseis balísticos de Teerã e pare de armar e financiar grupos militantes no Oriente Médio. Trump ameaçou realizar ataques militares contra Teerã caso o país não atenda às exigências americanas.
O Irã reagiu, afirmando que as exigências dos EUA representam uma violação inaceitável de sua soberania e ameaçou responder com força a quaisquer ataques, atingindo alvos militares americanos na região e em Israel.
