Sair da piscina com os olhos vermelhos, ardendo ou lacrimejando é uma situação conhecida por quem pratica natação ou frequenta clubes e espaços de lazer aquático. Muitas pessoas atribuem esses sintomas diretamente ao cloro utilizado no tratamento da água.
Entretanto, a irritação pode estar relacionada a diferentes fatores, incluindo substâncias que se formam quando o desinfetante entra em contato com suor, resíduos corporais e outras impurezas. SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o cloro é importante para reduzir a presença de microrganismos na piscina. O problema pode surgir quando ele reage com substâncias introduzidas pelos próprios banhistas, formando compostos chamados cloraminas.
Esses compostos podem provocar irritação nos olhos, na pele e nas vias respiratórias, especialmente em piscinas cobertas que não possuem ventilação adequada. Leia tambémBem-Estar Todo DiaÓculos escuros: como saber se têm proteção UVBem-Estar Todo DiaMisturar produtos de limpeza faz mal? Veja os riscosBem-Estar Todo DiaRepelente e protetor solar: qual usar primeiro?Bem-Estar Todo DiaVocê guarda remédios no banheiro ou no carro? Entenda quais são os riscos
O cloro é o responsável pelos olhos vermelhos? O cloro utilizado no tratamento da piscina pode contribuir para o desconforto ocular, mas nem sempre é o único responsável pela vermelhidão.
Quando entra em contato com suor, urina, células da pele, cosméticos e outros resíduos, o cloro pode formar cloraminas. Essas substâncias possuem características irritantes e podem se acumular na água e no ar próximo à superfície.
O CDC explica que as cloraminas podem provocar ardência, coceira e vermelhidão nos olhos. Em determinadas condições, também podem causar tosse e irritação das vias respiratórias.
Outro fator importante é o pH da água. Valores inadequados podem aumentar o desconforto ocular e comprometer a eficiência dos produtos utilizados no tratamento.
Por isso, uma piscina com olhos irritados entre seus frequentadores não deve ser automaticamente interpretada como um local com excesso de cloro. O problema pode envolver a composição química da água e as condições de manutenção.
Cheiro forte de cloro indica uma piscina limpa? Um cheiro químico intenso costuma ser associado à ideia de que a piscina recebeu uma quantidade elevada de desinfetante.
Entretanto, essa interpretação pode estar equivocada. De acordo com o CDC, o odor característico percebido em algumas piscinas está frequentemente relacionado às cloraminas, formadas pelas reações entre o cloro e resíduos presentes na água.
Esses compostos podem passar para o ar, principalmente em instalações cobertas com circulação insuficiente. Por isso, sentir um cheiro forte não significa necessariamente que a piscina esteja mais protegida contra microrganismos.
A manutenção adequada exige acompanhamento dos níveis de desinfetante, controle do pH e, no caso de piscinas internas, ventilação eficiente. Tomar banho antes de entrar na piscina faz diferença?
Sim. Embora muitas pessoas considerem o chuveiro uma medida de higiene apenas para depois da natação, o banho antes de entrar na água também ajuda a preservar as condições da piscina.
O CDC recomenda tomar uma ducha de pelo menos um minuto antes de nadar. Esse cuidado remove parte do suor, da sujeira e dos resíduos presentes no corpo, reduzindo a quantidade de substâncias que podem reagir com o cloro.
Também é importante utilizar o banheiro antes de entrar na piscina e nunca urinar na água. Essas atitudes contribuem para diminuir a formação de cloraminas e ajudam a manter o tratamento da água mais eficiente.
Óculos de natação ajudam a evitar irritação? Os óculos de natação podem reduzir o contato direto da água com os olhos, especialmente quando possuem tamanho adequado e boa vedação.
A Academia Americana de Oftalmologia recomenda utilizar óculos próprios para natação como uma das medidas de proteção ocular durante atividades aquáticas. O equipamento deve se ajustar confortavelmente ao rosto, sem pressionar excessivamente a região dos olhos.
Entretanto, os óculos não substituem a manutenção adequada da piscina. Uma água com condições químicas inadequadas continua representando um problema para os frequentadores.
Outro cuidado importante envolve o uso de lentes de contato. A Academia Americana de Oftalmologia orienta evitar nadar utilizando essas lentes, pois o contato com a água pode aumentar o risco de infecções na córnea, algumas potencialmente graves.
Para quem precisa de correção visual, óculos de natação com grau podem ser uma alternativa. O que fazer quando os olhos ficam vermelhos depois de nadar?
Quando aparece irritação, a primeira medida é sair da piscina e interromper a exposição à água que pode estar causando o desconforto. Evitar esfregar os olhos também é importante, pois o atrito pode agravar a irritação.
A Academia Americana de Oftalmologia orienta que a higienização suave da região externa dos olhos com água limpa pode ajudar a remover resíduos. Lágrimas artificiais adequadas também podem aliviar o ressecamento em determinadas situações, preferencialmente com orientação profissional.
Não é recomendado utilizar colírios medicamentosos, especialmente aqueles contendo antibióticos ou corticoides, sem indicação médica. Se a vermelhidão persistir, aparecer dor, sensibilidade intensa à luz, secreção ou alteração da visão, é necessário procurar avaliação oftalmológica.
Dor ocular importante ou perda de visão exigem atendimento urgente. Como saber se a piscina está bem cuidada?
Nem sempre é possível avaliar as condições de uma piscina apenas pela aparência da água. O CDC recomenda que os responsáveis pela manutenção monitorem regularmente a concentração de desinfetantes e o pH.
Como referência geral, a instituição indica pH entre 7,0 e 7,8, juntamente com níveis adequados de cloro ou bromo. Piscinas públicas e coletivas também precisam observar as exigências sanitárias aplicáveis à sua localidade.
Os frequentadores podem contribuir informando à administração quando perceberem cheiro químico intenso, irritação recorrente nos olhos ou outros problemas relacionados à água. A natação e o lazer aquático podem fazer parte de uma rotina saudável.
Para aproveitar essas atividades com mais segurança, é importante combinar a higiene dos banhistas, a utilização de equipamentos adequados e a manutenção correta da piscina. Olhos vermelhos depois de nadar não devem ser considerados uma consequência inevitável da atividade.
Quando o desconforto se repete, é importante investigar as condições da água e buscar orientação profissional quando necessário.
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