Oficial militar russo morre em explosão de carro perto de Moscou; caso se soma a série de atentados no país
Um oficial militar russo de alta patente morreu na manhã de terça-feira após o carro que dirigia explodir perto de um prédio residencial, na cidade de Balashikha, a leste de Moscou. As autoridades russas abriram uma investigação sobre o caso que, segundo um funcionário ucraniano e veículos de imprensa da Rússia e da Ucrânia, teve como vítima Damir R. Davydov, oficial do departamento de suprimentos da Diretoria Principal de Mísseis e Artilharia das Forças Armadas russas.
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O episódio parece ser o mais recente de uma série de assassinatos seletivos de figuras militares e apoiadores da guerra na Ucrânia em território russo. O caso ocorre em um momento em que Kiev tem ampliado ataques contra alvos dentro da Rússia, incluindo ofensivas de longo alcance contra Moscou e instalações petrolíferas em diferentes regiões do país.
Investigadores russos informaram que abriram um processo criminal relacionado à explosão. Segundo eles, o motorista morreu no local.
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A identidade da vítima não foi divulgada oficialmente pelas autoridades da Rússia. No entanto, veículos de imprensa russos e ucranianos identificaram o militar como Damir R. Davydov. Sob anonimato, um alto funcionário ucraniano confirmou a informação e afirmou que ele atuava no departamento de suprimentos da Diretoria Principal de Mísseis e Artilharia das Forças Armadas russas.
Questionado sobre o caso nesta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri S. Peskov, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, foi informado sobre o episódio. Ele acrescentou que os detalhes da investigação "não estão sujeitos à divulgação pública devido ao andamento das apurações".
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Série de atentados
A explosão ocorreu no mesmo bairro onde, em abril de 2025, o major-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, foi morto em um ataque com carro-bomba.
Os serviços especiais ucranianos têm como alvo diversas figuras militares russas de alto escalão em operações que expuseram vulnerabilidades nos serviços de segurança do Kremlin.
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No fim de dezembro, o tenente-general Fanil Sarvarov, chefe da diretoria de treinamento operacional do Exército ligada ao Estado-Maior, morreu em um atentado com carro-bomba. Já no ano anterior, em dezembro de 2024, Igor Kirillov, comandante das forças de proteção nuclear, química e biológica do Exército russo, morreu após a explosão de um artefato instalado em uma scooter perto da entrada de um prédio residencial.
Na época, após a morte de Kirillov, Putin classificou o atentado como uma "falha grave" e disse que os serviços de segurança russos deveriam impedir novos ataques desse tipo.
