Oferta de ações do BRB é mera formalidade em meio à crise, aporte deve ser feito mesmo pelo governo do DF, dizem analistas

 

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O aviso aos acionistas sobre a oferta de ações, divulgado às 00h01 desta terça-feira pelo BRB, é uma mera formalidade, necessária a uma empresa aberta. No atual momento de desconfiança que cerca o Banco de Brasília — após a compra de uma carteira fraudulenta do Banco Master, que abriu um rombo em suas contas — é pouco provável que investidores demonstrem interesse pela emissão de 1,675 bilhão de ações colocadas à disposição para subscrição privada pela instituição, a R$ 5,29 cada. O processo de recapitalização é de R$ 8,86 bilhões.

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Na avaliação de analistas do mercado, o BRB deve acabar sendo capitalizado pelo Governo do Distrito Federal, controlador do banco. Em outras palavras, é o dinheiro do contribuinte que deverá ser usado para reequilibrar as contas da instituição.

Está marcado para o 18 a Assembleia Geral do BRB, que tem até 31 de março, para a publicação de balanços com o fechamento de 2025. Nesta terça-feira, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionou o projeto para socorrer o BRB, aprovado já pela Câmara Distrital. Deve ser publicada uma edição extra do Diário Oficial com essa sanção.