Ofensiva contra o TCP atinge braço logístico e financeiro de esquema de armas e drogas interestadual
A Polícia Civil do Rio deflagrou, na manhã desta quinta-feira, uma operação com o objetivo de desarticular um núcleo da facção Terceiro Comando Puro (TCP) voltado ao tráfico interestadual de drogas e armas, especialmente fuzis. A ação ocorre na cidade do Rio, em São Gonçalo, em Campos dos Goytacazes e também nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
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Segundo a corporação, a ofensiva mira um grupo que atuava discretamente, sem chamar a atenção das forças de segurança. Diferentemente de operações que têm como alvo criminosos já conhecidos, a investigação identificou integrantes que não possuíam passagens pela polícia nem registros criminais. Eles viviam fora de comunidades dominadas pelo tráfico e mantinham rotina considerada regular, o que dificultava a identificação.
A apuração reuniu técnicas de inteligência e análise financeira para mapear a estrutura do grupo, descrita como hierarquizada, com divisão de tarefas e atuação coordenada entre Rio, Espírito Santo e Minas Gerais. As equipes identificaram movimentações suspeitas com uso de criptoativos, empresas de fachada e contas de laranjas.
O rastreamento permitiu apontar facilitadores financeiros e proprietários formais de bens utilizados para dar aparência de legalidade aos lucros do tráfico. Esses investigados, de acordo com a Polícia Civil, nunca haviam figurado em registros policiais até o avanço das apurações.
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As investigações indicam ainda que o líder do grupo coordenava as ações a partir do Complexo da Maré. Ele faria a ligação entre fornecedores no Rio e distribuidores em outros estados, utilizando fachada comercial para transportar fuzis do tipo AR-10 e grandes cargas de drogas, além de recrutar novos integrantes para a cadeia logística.
Para driblar a fiscalização, o esquema adotava comunicação criptografada e veículos adaptados com compartimentos ocultos para esconder armas e entorpecentes. Na parte financeira, segundo os investigadores, eram usadas principalmente transferências via Pix, depósitos em contas de pessoas físicas e jurídicas, empresas de fachada, agiotagem e fracionamento de valores para tentar mascarar a origem dos recursos.
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