Observadores internacionais visitaram no fim da manhã deste domingo a sala do Teste de Integridade da urna eletrônica em uma escola em Brasília. O chefe da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou que a votação tem transcorrido com tranquilidade e em condições adequadas de segurança.
A Organização divulgará um relatório sobre o pleito nessa semana. A União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) também visitou a sala no mesmo período e apontou para regularidade nas observações.
As missões observam, ao longo do dia, a instalação das seções eleitorais, o exercício do voto, o teste de integridade realizado no dia da eleição, o encerramento da votação e a transmissão dos resultados. “Neste local, acabamos de observar a realização do teste de integridade, que constitui uma etapa de controle e, acreditamos, acrescenta transparência ao processo”, afirmou Insulza.
Segundo o chefe da missão da OEA, o Brasil conta com um sistema eleitoral robusto, com capacidade técnica e profissional e experiência acumulada em sucessivos processos eleitorais. Questionado sobre possível interferência internacional ou de redes sociais, Insulza afirmou que o grupo vai divulgar um relatório nos próximos dias.
Segundo o diretor do Departamento de Cooperação e Observação Eleitoral (Deco) da organização, Gerardo de Icaza, os dados não são antecipados porque hoje é o dia principal de observação quanto a fakenews e outros temas, por isso é aguardada a conclusão do pleito. Na quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta e o X apresentem, no prazo de 24 horas, esclarecimentos técnicos sobre o uso de inteligência artificial, a distribuição de conteúdos políticos, a veiculação de anúncios eleitorais e a remoção de publicações.
A OEA chegou a se reunir com representantes da Meta em Brasília entre o primeiro e o segundo turnos. Uma das recomendações de relatório da organização para o segundo turno foi a realização de debates entre os candidatos, segundo Gerardo de Icaza.
Segundo Hernán Penagos Giraldo, que integra a missão da Uniore e é registrador nacional da Colômbia, são observados três pontos pelo grupo: institucional, operacional e tecnológico. “Temos estado à frente dos processos eleitorais nos nossos países e o que queremos é contribuinte para que o exercício dessa jornada democrática seja feito da melhor maneira”, afirmou.
A principal diferença do Brasil para os demais países observados é a utilização de urnas eletrônicas, segundo Giraldo. “O processo de voto eletrônico já existe há muitas décadas, já foi provado e cada vez melhora mais e há maior confiança.
Por ser um voto eletrônico é muito importante estar atento aos processos de auditoria e tudo que está relacionado à integridade da parte tecnológica”, afirmou. Segundo Pamela Figueroa, presidente do Serviço Eleitoral do Chile e integrante da missão, a urna eletrônica é bastante única na região e funciona de forma ótima no Brasil, um país com mais de 150 milhões de eleitores.
Sobre a possibilidade de interferência internacional ou de redes sociais nas eleições, Giraldo afirmou que a observação internacional não substitui as autoridades locais, não toma decisões e não pode falar de casos concretos. Da esquerda para a direita: Gerardo de Icaza e José Miguel Insulza
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