O que só a literatura ensina sobre imaginar futuros?
A gente passa o dia lendo textos de todos os tamanhos em telas. Mas entre mensagens, posts e notificações, a literatura ocupa um lugar fundamental, o de convidar à imersão no próprio mundo e em outros, reais ou imaginados. Para a escritora Thalita Rebouças, que falou sobre o tema no Festival Led, a experiência de ler um livro é sempre única e, por isso, insubstituível:
“Quando eu falo com o adolescente e o adolescente se reconhece nas páginas, eu acho que isso não tem tecnologia capaz de tirar o adolescente de um livro. Então eu acho que realmente o livro tem uma magia que não tem inteligência artificial que vá roubar isso, sabe? Eu acho que o livro é uma experiência muito única, uma coisa só a pessoa e o livro.”
Já autora dos elogiados A Cabeça do Santo e Oração Para Desaparecer, Socorro Aciolli, que também participou dos debates, destaca que a Literatura Brasileira também representa a ancestralidade e a tradição da contação de histórias.
“A Literatura brasileira parte de um tempo e de uma forma de contar histórias que é ancestral, que é a oralidade. Eu vejo o livro como uma esperança. Esperança de a gente não se desconectar da verdadeira história do nosso país, que está na oralidade.”
