A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, concluiu a investigação interna sobre a divulgação de fotos de alunas de Psicologia em um ranking sexual compartilhado em um grupo de mensagens. Os estudantes envolvidos receberam punições que variam de suspensão à expulsão, conforme a responsabilidade de cada um.
Filha de 14 anos de prefeito de cidade do RN é encontrada em Portugal; caso é tratado como rapto Escondida em frascos de xampu, maior apreensão de cocaína líquida em Bali acaba em prisão de brasileira O resultado foi anunciado na quinta-feira, mas a instituição não informou quantos alunos foram punidos, segundo informações da TV TEM. O caso veio à tona em agosto, quando universitárias denunciaram que fotografias retiradas de suas redes sociais sem autorização circulavam acompanhadas de comentários de teor sexual e depreciativo. A exposição provocou protestos em frente à universidade e levou à abertura de uma investigação da Polícia Civil, que continua em andamento. Fotos eram acompanhadas de comentários sexuais e ofensivos As imagens das estudantes eram usadas em classificações sobre suas aparências. Entre as expressões empregadas pelos participantes estavam “deliciosíssima”, “comível” e “arrebentaria”. Mensagens trocadas no grupo também revelaram critérios usados para selecionar as fotografias, com comentários como “tirei as lésbicas e as gordas” e “tem umas aí que eu discordo”. A exposição provocou indignação entre as alunas atingidas. Uma delas disse que chegou a ter uma crise de ansiedade após descobrir que sua fotografia circulava no grupo. A comissão responsável pela apuração interna avaliou individualmente a conduta dos estudantes, respeitando as normas da instituição e garantindo aos investigados o direito de defesa. As sanções aplicadas vão de suspensão à expulsão, mas a Unoeste não divulgou quantos alunos receberam cada punição. A universidade também informou que pretende manter ações de orientação, prevenção e acolhimento para promover um ambiente acadêmico seguro e respeitoso. Polícia já identificou 44 vítimas A investigação criminal está a cargo da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra um dos investigados. Até o momento, 44 vítimas foram identificadas. Desse total, 24 já prestaram depoimento, 11 têm oitivas agendadas e outras nove aguardam o cumprimento de cartas precatórias, procedimentos utilizados para viabilizar atos investigativos ou judiciais em outra localidade. A investigação continua, mas ainda não foram divulgados o número total de investigados nem informações sobre eventual apresentação de denúncias pelo Ministério Público. A divulgação das imagens motivou manifestações em frente à Unoeste, às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Presidente Prudente. Estudantes levaram faixas e cartazes para protestar contra o compartilhamento não autorizado das fotografias. O coletivo Frente pela Vida das Mulheres divulgou uma nota de repúdio e classificou o episódio como “um ato de misoginia organizada”.
A apuração interna da universidade foi encerrada com a aplicação das sanções disciplinares. Na esfera criminal, as autoridades ainda investigam a divulgação das imagens e os comentários publicados no grupo de mensagens.
O Globo