O que se sabe sobre o ataque bilionário à Binance e a situação das contas dos usuários

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Fonte da notícia: Ribeirão Preto Ribeirão Preto

O mercado de criptomoedas passou por um susto histórico nesta semana. Hackers invadiram sistemas ligados à Binance, a maior corretora do mundo, e desviaram cerca de US$ 6,3 bilhões (mais de R$ 34 bilhões).

O episódio já é considerado o maior roubo desse tipo até hoje, provocando oscilações imediatas nos preços do Bitcoin e de outros ativos digitais. Receba notícias do acidade on Ribeirão no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!

Como aconteceu a invasãoCorrida para travar metade do dinheiroO dinheiro dos clientes está seguro?Como os preços reagiramAtaque da Coreia do Norte? Como aconteceu a invasão

De acordo com as apurações iniciais divulgadas pela Binance, o problema não partiu de falhas na criptografia da rede ou de vazamento das senhas mestras das carteiras. A brecha começou no computador pessoal de trabalho de um engenheiro da própria empresa.

Com o aparelho invadido, os criminosos conseguiram entrar em uma área de serviços internos e emitir pedidos de saques sem autorização. Especialistas e investigadores do setor apontam grupos da Coreia do Norte como os principais suspeitos da ação.

Corrida para travar metade do dinheiro Assim que o desvio foi identificado, grandes empresas do setor se uniram para rastrear os valores dentro da blockchain e bloquear as contas dos invasores:

Tether: congelou mais de US$ 1,56 bilhão da moeda digital USDT; Circle: bloqueou cerca de 800 milhões em USDC;

Coinbase: ajudou a mapear o caminho do dinheiro e barrou transferências para as carteiras dos golpistas. Graças a essa reação conjunta, quase US$ 3 bilhões foram travados antes que os invasores conseguissem sacar ou trocar o montante.

O dinheiro dos clientes está seguro? A Binance informou que os depósitos continuam funcionando e garantiu que nenhum cliente terá prejuízo.

Yi He, cofundadora da plataforma, afirmou publicamente nas redes sociais que a empresa vai cobrir todas as perdas causadas pelo ataque. Os saques foram suspensos temporariamente por segurança e devem ser liberados em até 48 horas.

A corretora também reforçou o aviso para que os usuários tomem cuidado com golpes paralelos, mensagens falsas e links suspeitos que tentem se passar pelo suporte da empresa. Hackers invadiram sistemas ligados à Binance, a maior corretora do mundo, e desviaram cerca de US$ 6,3 bilhões (Foto: reprodução/Magnific)

Hackers invadiram sistemas ligados à Binance, a maior corretora do mundo, e desviaram cerca de US$ 6,3 bilhões (Foto: reprodução/Magnific) Hackers invadiram sistemas ligados à Binance, a maior corretora do mundo, e desviaram cerca de US$ 6,3 bilhões (Foto: reprodução/Magnific)

Como os preços reagiram O anúncio fez o mercado cair forte na madrugada, com o Bitcoin ficando abaixo da faixa de US$ 80.000 e o Ethereum caindo mais de 3%.

No entanto, assim que as empresas confirmaram o bloqueio de metade do dinheiro roubado, os preços recuperaram terreno e desaceleraram as perdas ao longo do dia. Ataque da Coreia do Norte?

Em fevereiro do ano passado, a Bybit sofreu um golpe de US$ 1,5 bilhão. O FBI afirmou que a Coreia do Norte e o TraderTraitor foram responsáveis pelo ataque.

“Várias características deste caso se alinham a roubos anteriores ligados à Coreia do Norte, incluindo o hack da Bybit”, disse a TRM. A empresa de análise Chainalysis também avaliou que o hack da Binance “provavelmente foi feito pelo grupo TraderTraitor, da RPDC”, escreveu no X o cofundador e CEO Jonathan Levin.

RPDC é a sigla de República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte. Questionada sobre as possíveis ligações com a Coreia do Norte, a Binance disse apenas que está “trabalhando em estreita colaboração com parceiros de aplicação da lei para confirmar a identidade dos criminosos e levá-los à Justiça”.

Especialistas afirmam que a Coreia do Norte tem recorrido a ataques contra criptoativos e a outras atividades cibernéticas ilícitas para obter divisas, sustentar a economia em dificuldades e financiar o programa nuclear, em meio a sanções da ONU. Em dezembro de 2022, a agência de inteligência da Coreia do Sul estimou que hackers norte-coreanos roubaram 1,5 trilhão de won (US$ 1,1 bilhão) em criptomoedas e outros ativos virtuais nos cinco anos anteriores, mais da metade apenas em 2022, e avaliou que a capacidade do país para roubar ativos digitais está entre as maiores do mundo.

Com informações agências de notícias (Foto: Pixabay)

Hackers invadiram sistemas ligados à Binance, a maior corretora do mundo, e desviaram cerca de US$ 6,3 bilhões (Foto: reprodução/Magnific) Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ribeirão Preto e região por meio do WhatsApp do acidade on Ribeirão: (16) 99117-7802.

Publicação Original Ribeirão Preto acidadeon.com
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