O que prestar atenção ao escolher uma TV? Veja a pequena enciclopédia para acertar nas tecnologias

O que prestar atenção ao escolher uma TV? Veja a pequena enciclopédia para acertar nas tecnologias

 

Fonte: Bandeira



A cada Copa, escolher um novo aparelho de TV se torna uma missão mais complexa. Sem uma tecnologia dominante e óbvia, como foi a troca do tubo pelas telas planas, as marcas sufocam os torcedores com siglas e recursos que parecem intransponíveis para quem quer só escolher um bom aparelho. Só variações da sigla "Led", o mercado oferece ao menos seis opções.

Para facilitar a escolha, o GLOBO criou abaixo o pequeno dicionário para a compra de TVs. Confira.

4K: É o nome dado para a resolução de 3.840×2.160 pixels, que traz quatro vezes mais pixels do que o Full HD (1.920x1.080 pixels) e nove vezes mais do que o HD (1.280x720 pixels). É importante especialmente para painéis maiores, então, se você vai trocar de TV agora, aposte nesta resolução.

Ângulo de visão: É o limite de graus (a partir do centro da tela) em que você pode assistir ao aparelho sem que a qualidade da imagem se deteriore, perdendo cores ou contraste. Aparelhos de Oled têm ângulo de 180 graus (ou seja, você pode assistir à TV pela lateral com o mesmo grau de qualidade). Outros tipos de painel usam tecnologias para atenuar o problema e levam nomes comerciais como ultra viewing angle, wide viewing angle e Nano-Cell.

Led: A sigla para Light Emitting Diode indica um tipo de fonte de iluminação que surgiu nas TVs de LCD no final dos anos 2000. É a tecnologia mais básica e permanece até hoje. As lâmpadas podem ser espalhadas nas bordas do painel (Edge Led) ou por toda sua extensão (Dled). Quase todas as variações do nome (como o que aparece abaixo) são uma evolução desta tecnologia.

Micro-Led: Em vez de precisar uma fonte traseira de iluminação, como o Led, cada píxel dessas TVs emitem luz, pois contam com três Leds (vermelho, verde e azul) microscópicos. Assim, o preto é formado quando cada um desses pixels é desligado, o que gera total contraste e nenhum vazamento de luz. TVs com essa tecnologia são impossíveis para os mortais: o modelo de 110 polegadas da Samsung custa R$ 1 milhão.

Mini-Led: A principal diferença para o Led padrão é tamanho muito menor: 0,1 a 0,2 milímetro contra 1 a 3 milímetros. Isso permite espalhar uma quantidade maior de lâmpadas atrás do painel, o que aumenta o número de zonas de iluminação independentes (que se apagam e acendem sozinhas). Quanto maior o número dessas áreas, maior o controle de contraste. Uma TV Led padrão pode ter entre 30 e 500 zonas. Modelos mais avançados de mini-Led podem chegar a 5 mil áreas.

Nits: Em monitores, TVs e celulares, é uma unidade de medida que indica a intensidade do brilho emitido pela tela. Quanto maior o número, mais brilhante a TV será. Modelos mais baratos tem cerca de 400 nits, o que é ruim para ambientes iluminados. Modelos de ponta podem ter até 3 mil nits.

Qled: É o nome comercial das TVs da Samsung que usam uma camada de pontos quânticos entre o Led e o painel para melhorar a pureza das cores. Vai bem em ambientes iluminados, mas pode ter o contraste comprometido. O Neo Qled troca o Led comum por mini-Led.

Qned: É o nome comercial das TVs da LG que usam uma camada de pontos quânticos entre o Led e o painel para melhorar a pureza das cores. Essas TVs usam mini-Leds como fonte de iluminação, além de usar uma camada Nano-Cell para melhorar o ângulo de visão.

Oled: Sigla para Organic Light Emitting Diode, cada subpixel é composto por camadas de moléculas orgânicas (compostos à base de carbono) que emitem luz quando atravessadas por corrente elétrica. Ou seja, não dependem de um sistema de iluminação na traseira, têm preto absoluto (píxel apagado é luz zero), oferecem contraste teoricamente infinito e apresentam excelente ângulo de visão. São menos brilhantes e seus componentes orgânicos oferecem menor durabilidade. Outra desvantagem: as TVs são mais caras.

Pontos quânticos: Nanocristais semicondutores extremamente pequenos — entre 2 e 10 nanômetros — que, quando atingidos por uma luz de fundo, emitem cores puras e intensas (vermelho, verde e azul). Eles formam uma camada nas TVs Qled e Qned que funciona como um filtro que garante mais brilho e cores mais vibrantes.

Sistema operacional: Assim como os smartphones podem rodar Android e iOS e os computadores podem ser Windows, macOS ou Linux, as TVs também têm um “cérebro”. Mas os nomes são outros: Tizen (Samsung), webOS (LG), Google TV (TCL, Hisense e Philips) e Roku TV (AOC, Philco e Semp). A escolha influência na qualidade da navegação e na compatibilidade e suporte a aplicativos ao longo dos anos.

Taxa de atualização: É uma medida que indica quantas vezes por segundo a imagem é atualizada na tela. Quanto maior esse número, mais natural e fluído será o movimento do que aparece na tela. Muitas TVs levam a taxa de 60 Hz, mas já há aparelhos no mercado com taxas de 120 Hz e 144 Hz. Para esportes, é ideal olhar para a faixa mais alta.

TV 3.0: Oficialmente chamada de DTV+, é a próxima geração da televisão digital, que combina o sinal aberto com a conectividade da internet. As primeiras transmissões da Globo acontecem na Copa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Exigirá conversor externo já que nenhum aparelho de TV à venda tem a tecnologia embutida.

Upscaling: É o processo pelo qual uma resolução mais baixa é convertida para a resolução nativa da TV. Por exemplo: é assim que conteúdos em HD e FullHD são adaptados para TVs 4K, melhorando nitidez e contraste. A transformação é feita por algoritmos e usa o processador do aparelho, que quanto mais potência tiver, melhores resultados entregará.