Filha do tradutor, crítico e professor Paulo Rónai (1907-1992), a jornalista e colunista Cora Rónai cresceu entre impressos, dos livros aos jornais. Mesmo escrevendo sobre (e usando muita) tecnologia há quatro décadas, ela permanece devotada ao papel, como bem sabem os leitores de sua coluna publicada às quintas-feiras no Segundo Caderno do GLOBO.
No vídeo abaixo, ela responde ao leitor Leonel Leandro que, ao ver uma capa publicitária inspirada em uma página do GLOBO de 1931, escreveu sobre a emoção de folhear uma edição impressa, "experiência que nenhuma tela consegue substituir". Colunista Cora Rónai responde a leitor sobre o prazer de ler o jornal impresso
Página do GLOBO de 1931 sobre inauguração do Cristo Redentor (à esquerda) e capa publicitária inspirada na original Montagem fotográfica
Leia a íntegra da carta do leitor: “ Muito se fala sobre o fim do jornal impresso.
Entretanto, dia 12 de outubro, ao abrir a porta de casa, deparei-me com um exemplar do GLOBO sobre o meu capacho. Ao avistá-lo, fui surpreendido por uma reprodução histórica que remetia à matéria de inauguração do Cristo Redentor, justamente nesta data, há 95 anos, em 1931.
Arrepiei-me da cabeça aos pés! Uma emoção genuína, singular, dessas que somente o papel é capaz de proporcionar. O prazer de tocar, folhear, descobrir página após página, guardar como recordação ou simplesmente passar adiante.
Há algo de profundamente afetivo nessa experiência que nenhuma tela consegue substituir. Por isso, vida longa — e, se possível, eterna — aos jornais e livros impressos! Que jamais sucumbam à era digital, porque há sentimentos, memórias e pequenos rituais que merecem continuar existindo fora das telas.
Que nunca nos falte o encanto de virar uma página.” Leonel Leandro, Rio 'Vale fazer jornal de papel?': Crianças entrevistam diretor de Redação do GLOBO sobre diversos temas
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