O que evitar na cama? Especialistas revelam sete fatores que podem atrapalhar a vida entre quatro paredes; veja lista
Especialistas em terapia sexual, acostumados a lidar diariamente com questões ligadas à intimidade — como diferenças de libido, ansiedade de desempenho, vergonha sexual e dificuldades para atingir o orgasmo — afirmam que a qualidade da vida sexual depende, sobretudo, de diálogo, respeito e autoconhecimento. Com base na experiência clínica, alguns desses profissionais revelaram atitudes que evitam adotar no quarto e que, segundo eles, ajudam a construir relações mais saudáveis.
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Veja, a seguir, fatores que devem ser considerados para manter uma boa convivência entre quatro paredes segundo especialistas.
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Entre as práticas consideradas essenciais está o respeito ao consentimento. O terapeuta sexual Tom Murray, autor de livros sobre sexualidade e vida a dois, afirma que nunca tenta algo novo sem conversar antes com a parceira e obter sua aprovação.
“O campo dos relacionamentos íntimos é amplo e diverso, oferecendo oportunidades infinitas para descobrir alegria, prazer e conexão. Mas explorar algo novo sem consentimento de ambas as partes pode causar desconforto, traições de confiança e até lesões”, afirmou em entrevista ao portal Huffpost.
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Segundo ele, conversas sobre desejos e limites fortalecem o vínculo. “Uma boa relação sexual depende desse tipo de conversa, porque garante que qualquer exploração esteja baseada em permissão e curiosidade mútua, fortalecendo a conexão e melhorando a experiência para ambos”, acrescentou.
Outro comportamento evitado por profissionais da área é fingir orgasmos. A terapeuta sexual Mary Hellstrom, supervisora clínica do grupo The Expansive Group, afirma que prefere não simular prazer.
“Nossa cultura é muito focada em ‘resultados’, inclusive — e especialmente — quando se trata de sexo. Alguns dos melhores momentos sexuais que tive não incluíram um clímax para mim ou para meu parceiro”, disse. Para ela, estabelecer esse limite ajuda a reduzir pressões.
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“Isso me ajuda a centrar minha experiência de prazer e a tirar o foco da expectativa de que ‘sexo bom’ sempre precisa incluir um orgasmo avassalador. Menos pressão significa mais diversão.”
Respeitar as fantasias do parceiro também é apontado como fundamental. A terapeuta sexual Nazanin Moali, apresentadora do podcast Sexology, afirma que não tenta controlar as fantasias do parceiro nem se sente ameaçada por elas.
“Diversos fatores, como ambiente, níveis de estresse, fase da vida e experiências da infância, contribuem para aquilo que nos excita”, explicou.
Ela lembra que fantasias nem sempre refletem desejos reais de colocá-las em prática. “É comum que nossos parceiros tenham fantasias que não nos envolvem e, para a maioria das pessoas, ter uma fantasia não implica quebrar o acordo do relacionamento. Abraçar nossos desejos únicos e compreender a complexidade da nossa sexualidade pode fortalecer a intimidade e a conexão.”
Evitar constranger o parceiro por suas preferências é outro princípio. A terapeuta Incia A. Rashid, também do The Expansive Group, diz que comentários depreciativos podem destruir a sensação de segurança na intimidade.
“No mundo da terapia sexual temos uma frase: ‘não estrague o prazer de outra pessoa’”, afirmou.
“Fazer alguém sentir vergonha pode destruir sua sensação de segurança. Isso vale para todos os aspectos da intimidade, como a forma como a pessoa se apresenta ao parceiro ou sugestões de exploração feitas pelo parceiro.”
Segundo ela, algumas pacientes relatam críticas até sobre detalhes como depilação íntima ou lingerie. “Você não pode experimentar verdadeira liberdade sexual se estiver sendo envergonhado”, disse.
Os especialistas também destacam que fantasias mentais durante o sexo são naturais. Hellstrom afirma que não se culpa quando a mente divaga ocasionalmente.
“Se minha mente começa a lembrar momentos do passado ou fantasiar novos cenários durante o sexo, permito que ela percorra esses caminhos sem julgamento”, afirmou. “Isso também me permite voltar gentilmente ao momento presente quando estou pronta. Menos vergonha significa mais diversão.”
Outro ponto levantado por Moali é que problemas de ereção do parceiro não devem ser automaticamente interpretados como falha pessoal.
“Isso não reflete a atratividade de alguém nem a química do casal se o parceiro está enfrentando desafios; pode simplesmente ser resultado de uma noite mal dormida”, explicou. Em vez de ignorar a situação, ela sugere apoio.
“Em vez de se afastar ou ignorar o problema, uma abordagem melhor é perguntar: ‘Como posso te apoiar agora?’ Vamos criar um ambiente de apoio.”
Por fim, especialistas ressaltam a importância de enfrentar conversas difíceis sobre sexo. A terapeuta Janet Brito, fundadora da The Sexual Health School, afirma que prioriza intimidade emocional e comunicação aberta.
“É essencial discutir o que traz prazer e abordar quaisquer obstáculos de forma aberta e compassiva”, disse.
Segundo ela, a chave é evitar críticas e focar nas necessidades do casal. “Meu objetivo é evitar críticas e, em vez disso, concentrar-me em expressar necessidades e desejos enquanto aumento a excitação por meio de atos íntimos, gentis e afirmativos. Isso cria um ciclo positivo de conexão e melhora a intimidade sexual.”
