Uma colher mergulha em um pote cheio de pérolas e miçangas coloridas. Entre elas, aparecem peças que valem maquiagens, acessórios ou outros produtos. O resultado é separado em pequenos pacotes, enquanto todo o processo é gravado para as redes sociais. É assim que funciona o chamado “Scoop Surpresa”, formato de venda que vem ganhando espaço entre pequenos negócios na internet.
A palavra scoop, em inglês, pode ser traduzida nesse contexto como “colherada”. A mecânica varia de uma loja para outra, mas segue uma lógica semelhante: em vez de escolher exatamente os itens que vai comprar, o consumidor paga por uma ou mais colheradas e recebe produtos definidos, ao menos parcialmente, pelo que for retirado aleatoriamente de um recipiente. Uma busca por lojas brasileiras mostra que o modelo já aparece em diferentes operações de comércio eletrônico, especialmente no segmento de beleza. Há ofertas de scoops com maquiagem, skincare, acessórios e semijoias, além de versões com perfumes.
Como funciona o Scoop Surpresa? Não existe uma regra única. Na Rada MakeUps, por exemplo, cada pedrinha lilás retirada corresponde a um pacote surpresa com um produto. A oferta apresentada pela marca prevê um mínimo de quatro pacotes em um scoop, vendido por R$ 59,90, ou oito pacotes na compra de dois scoops, por R$ 109,90. Produtos e cores são surpresa. Outras lojas adotam regras diferentes. Na Lojinha da Miih, cada coração encontrado na colherada corresponde a um saquinho de maquiagem, com mínimo garantido de cinco. Se aparecerem menos de cinco, a loja completa o pedido. Alguns pacotes ainda podem esconder um coração dourado, que dá direito a outro saquinho. A empresa informa que grava a realização do scoop e envia o vídeo ao consumidor, além de publicá-lo em seu perfil no Instagram.
A Makeup Rose também garante pelo menos cinco pacotes por scoop e afirma que determinadas pérolas podem liberar bônus. A empresa permite ainda que o comprador informe até três categorias de produtos que não gostaria de receber, embora ressalte que as preferências serão atendidas apenas quando possível.
Uma característica ajuda a explicar a presença do formato nas redes: o próprio processo de montagem do pedido vira conteúdo. Em vez de simplesmente colocar os produtos em uma caixa, vendedores filmam a colher entrando em recipientes repletos de miçangas, contam as peças sorteadas, abrem pacotes e revelam os itens que serão enviados.
O formato não está restrito ao mercado brasileiro. Lojas internacionais comercializam produtos com os nomes “mystery scoop” e “lucky scoop”, usando mecânicas semelhantes de surpresa. Há negócios nos Estados Unidos dedicados especificamente ao formato. Mais Lidas
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