O que é a 'síndrome da pele tostada', cada vez mais comum em crianças

O que é a 'síndrome da pele tostada', cada vez mais comum em crianças - Foto
Fonte da notícia: Extra Extra

O calor emitido por eletrônicos, como computadores, telefones e laptops, tem levado cada vez mais crianças a desenvolverem erupções cutâneas.

Iran Ângelo rebate sobrinho e nega retaliação à amizade com mulher de Hulk: 'Ele sabe a razão' MC Daniel explica abordagem policial em templo e diz que vídeo é antigo: 'Tem japonês me xingando' Conhecida como Eritema Ab Igne (EAI), a também chamada de “síndrome da pele tostada” é um tipo de queimadura causada por exposição prolongada ao calor de baixa intensidade. Comum em quem usa garrafas de água quente ou almofadas térmicas, a condição tem sido cada vez mais prevalente entre crianças. Uma revisão de caso, publicada por Mara Znagoveanu, do Hospitais Universitários de Leicester NHS Trust, conta sobre o caso onde uma criança chegou à emergência de um hospital com uma erupção, sem causas aparentes. Duas semanas depois, o paciente retornou ao hospital, pois a erupção cutânea havia piorado e se tornado dolorosa ao toque, com áreas de descamação da pele. Durante as investigações, os médicos descobriram que o garoto, que era educado em casa, passava até oito horas por dia com o laptop em sua barriga. O menino acabou sendo diagnosticado com Eritema Ab Igne. "Como ocorre mais frequentemente em adultos, a EAI pode passar despercebida em crianças, especialmente quando a fonte de calor é menos óbvia do que as fontes tradicionais, como bolsas de água quente e almofadas térmicas", afirma Znagoveanu. O uso crescente de dispositivos eletrônicos, particularmente durante o ensino domiciliar, surgiu como uma causa subestimada de EAI em populações pediátricas. No caso de crianças, adiciona a médica, o EAI pode ser diagnosticado erroneamente, levando a “investigações desnecessárias”, como exames de sangue ou de imagem. Pelo lado bom, o EAI não é uma condição irreversível, podendo ser resolvida em semanas. No entanto, em alguns casos mais sérios, pode levar a uma hiperpigmentação persistente. “Atualmente, não existem diretrizes pediátricas formais para a EAI, e o diagnóstico permanece clínico, baseando-se no histórico e em achados característicos", adiciona Znagoveanu. “Este caso destaca a importância de considerar EAI em crianças que apresentam erupções cutâneas reticuladas, particularmente no contexto do uso crescente de dispositivos eletrônicos”, afirma a médica.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Extra