O que as celebridades comem no jantar do Met Gala e por que ingredientes como alho são proibidos

 

Fonte:


O Met Gala é conhecido globalmente pelos looks que dominam o tapete vermelho, mas é longe dos flashes que se desenha uma das engrenagens mais estratégicas da noite. Realizado no Metropolitan Museum of Art, o jantar que reúne convidados segue um conjunto rigoroso de diretrizes da alta gastronomia: o menu precisa dialogar com o tema da exposição, ser visualmente preciso e, ao mesmo tempo, considerar aspectos práticos de convivência. Entre eles, estão restrições pouco óbvias, como a exclusão de ingredientes como alho, cebola e cebolinha, evitados para preservar o conforto e até a imagem dos presentes ao longo do evento.

Taís Araujo reflete sobre maternidade real e seus desafios: 'É cansativa, exige muito, mas também tem prazer'

Marina Ruy Barbosa revela rituais de autocuidado em meio à rotina intensa: 'Me ajudam a voltar para o eixo'

Na edição mais recente, o cardápio reforçou esse princípio ao apostar em uma narrativa visual que privilegia forma, textura e apresentação. A proposta é criar impacto imediato, com pratos que remetem a elementos naturais e composições delicadas, quase como peças de design dispostas à mesa.

"Quando eu olho para esse menu, não vejo só comida, vejo uma construção de conceito. O prato precisa conversar com o tema do evento, ele faz parte da mesma linguagem", analisa a chef Cândida Batista.

Com trajetória na gastronomia europeia e passagens por casas ligadas ao Guia Michelin, como Doubek e Konstantin Filippou, a chef aponta que as escolhas do jantar vão além da estética e seguem uma lógica estratégica.

"A retirada de ingredientes como alho e cebola não é só uma questão de sabor, é sobre convivência e conforto. Em um ambiente como esse, qualquer detalhe pode interferir na experiência das pessoas", explica.

Para ela, o menu também revela uma atenção ao comportamento dos convidados e ao ritmo da noite, fatores que influenciam diretamente a construção dos pratos.

"Não é um jantar pensado para ser pesado ou excessivo, é um menu equilibrado e funcional. As pessoas estão ali para circular, conversar e se manter presentes, então a comida precisa acompanhar isso, não competir", diz a chef.

Na leitura de Cândida, o jantar do Met Gala evidencia uma mudança no papel da gastronomia em eventos de grande visibilidade.

"Hoje, a comida também faz parte da narrativa. Ela não entra só como serviço, entra como conceito. E quando isso acontece, o jantar deixa de ser coadjuvante e passa a fazer parte do espetáculo", conclui.