O que algumas figuras públicas têm em comum além do reconhecimento? Especialista explica o segredo por trás do sucesso

 

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Alguns nomes se tornaram sinônimos de sucesso: Elon Musk, por trás da Tesla e da SpaceX; Steve Jobs, que transformou a Apple em um ícone da tecnologia; Jeff Bezos, fundador da Amazon; e Mark Zuckerberg, criador do Facebook. No Brasil, personalidades como Flávio Augusto, da escola de inglês Wise Up, e João Adibe, da farmacêutica Cimed, também chamam atenção. Mas o que todos eles têm em comum além de negócios bem-sucedidos? A percepção de que a própria imagem pode se tornar um dos elementos centrais das empresas que construíram.

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Nos últimos anos, o movimento passou a ser conhecido como Founder-Led Growth. A proposta é simples: em vez de depender apenas de campanhas ou estratégias tradicionais de marketing, o próprio responsável pela operação se torna a principal voz do projeto.

O efeito é visível em grandes companhias globais. A Tesla chegou a ultrapassar US$ 1 trilhão em valor de mercado, enquanto a Apple atingiu a marca histórica de US$ 3 trilhões. A Amazon, por sua vez, também superou US$ 1 trilhão, consolidando-se entre os negócios mais valiosos do mundo.

No cenário nacional, figuras como Flávio Augusto, Thiago Nigro, criador do grupo Primo, e João Adibe passaram a assumir papel ativo na comunicação de suas marcas, seja nas redes sociais, em entrevistas ou em debates públicos.

Empresários como Steve Jobs, Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos se destacam por transformar ideias em negócios de sucesso

Getty Images

Para especialistas, essa mudança evidencia como companhias constroem reputação e proximidade com o público. Fernanda Tochetto observa que, nos últimos anos, a presença do responsável pelo negócio passou a ganhar mais visibilidade.

"Durante muito tempo, as empresas tentaram separar completamente a figura do responsável da companhia. Hoje vemos o contrário. Quem comanda passa a ser a principal referência do próprio negócio, porque as pessoas dão mais atenção a indivíduos do que a discursos institucionais", diz a psicóloga.

Percepção do mercado e decisões estratégicas

O comportamento de consumidores e investidores também evoluiu. Em um cenário cheio de informações e concorrência, a confiança se tornou um dos principais fatores de decisão. Dados do Edelman Trust Barometer indicam que 68% dos brasileiros dão mais atenção a pessoas com trajetória pública reconhecida do que a organizações sem identificação clara.

"Quando o responsável comunica a visão do negócio, explica decisões e compartilha aprendizados, ele deixa de ser apenas gestor e se torna referência para a companhia", afirma Fernanda, fundadora do Grupo Tochetto & Bertuol.

Protagonismo na comunicação corporativa

O papel de quem lidera vai além do marketing: aumenta a transparência, reforça a percepção da empresa e aproxima clientes e parceiros.

"Quando o empresário se posiciona publicamente, o mercado entende melhor quem está por trás da companhia. Isso ajuda a criar transparência, fortalece a reputação e aumenta a credibilidade dos produtos e serviços", explica Tochetto, que também desenvolveu o método Tittanium e fundou o Tittanium Club, iniciativas voltadas à liderança e à construção de autoridade.

A presença direta de quem comanda o negócio também ganha espaço nesse contexto. "Influenciadores podem gerar alcance, mas a confiança real costuma vir de quem está à frente do negócio. Quando quem fala é quem construiu a operação, a mensagem tem muito mais peso", destaca.

Fernanda Tochetto explicou o que diferencia grandes nomes do mercado além do reconhecimento

Divulgação

Experiência e trajetória como diferencial

A expansão de atividades baseadas em conhecimento evidencia a mudança. Em áreas como educação executiva, consultoria e mentorias, grande parte do valor está na experiência de quem conduz o projeto.

"Algumas pessoas têm muita bagagem, mas ainda não se mostram tanto. Quando passam a compartilhar sua trajetória, sua história e visão começam a ser percebidas de forma diferente", avalia Fernanda.

Organizações que seguem esse modelo redefinem a forma de se posicionar. Quem conduz deixa de atuar apenas nos bastidores e passa a se engajar com o mercado, compartilhando sua visão estratégica, tomando decisões de maneira transparente e fortalecendo a autoridade no setor.

"No fim das contas, toda companhia nasce de uma visão. Quando essa pessoa assume a responsabilidade de transmitir a ideia com clareza, a organização ganha voz, reconhecimento e prestígio. Isso se transforma em uma das maiores vantagens competitivas de qualquer negócio", conclui.