'Ó o pesado': ambulantes disputam por espaço com foliões no Bloco das Carmelitas e gera confusão

 

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“Ó o pesado!”, anunciam vendedores com carrinhos de ferro, aproximando-se da corda que delimita o espaço reservado aos organizadores e à bateria. À medida que se acumulam nas ruas estreitas de Santa Teresa, o trajeto se torna cada vez mais difícil para quem tenta acompanhar o desfile.

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São carrinhos com isopores de bebidas e até barracas de espetinho, a ponto de foliões se machucarem com o fogo usado no preparo dos alimentos. Em meio à aglomeração, o risco aumenta enquanto os vendedores avançam pela multidão e ocupam boa parte da via.

Barraca de churrasquinho no meio do Bloco das Carmelitas

Bia Leão

A psicóloga Larissa Oliveira, de 25 anos, que veio de Porto Alegre para aproveitar o carnaval no Rio, relata a dificuldade.

— Eu entendo que todo mundo quer vender, quer comprar. Só que fica uma muvuca, a gente não consegue andar. Eu já fui quase atropelada umas três vezes pelos ambulantes. Então acaba prejudicando quem está curtindo o carnaval de rua — diz a gaúcha.

Pés de foliões são atropelados pelos carrinhos. Alguns comerciantes estão de bicicleta e não pensam duas vezes antes de avançar no público, que se vê sem espaço.

Brasa quente em meio ao bloco Carmelitas

Lívia Nani