'Ó o pesado': ambulantes disputam por espaço com foliões no Bloco das Carmelitas e gera confusão
“Ó o pesado!”, anunciam vendedores com carrinhos de ferro, aproximando-se da corda que delimita o espaço reservado aos organizadores e à bateria. À medida que se acumulam nas ruas estreitas de Santa Teresa, o trajeto se torna cada vez mais difícil para quem tenta acompanhar o desfile.
Carnaval 2026: ferramenta do GLOBO ajuda a criar roteiros com ensaios de escolas de samba, megablocos e os cortejos oficiais e secretos
Qual é a rainha de bateria mais icônica da história do carnaval? Júri elege lista das mais marcantes; você concorda?
São carrinhos com isopores de bebidas e até barracas de espetinho, a ponto de foliões se machucarem com o fogo usado no preparo dos alimentos. Em meio à aglomeração, o risco aumenta enquanto os vendedores avançam pela multidão e ocupam boa parte da via.
Barraca de churrasquinho no meio do Bloco das Carmelitas
Bia Leão
A psicóloga Larissa Oliveira, de 25 anos, que veio de Porto Alegre para aproveitar o carnaval no Rio, relata a dificuldade.
— Eu entendo que todo mundo quer vender, quer comprar. Só que fica uma muvuca, a gente não consegue andar. Eu já fui quase atropelada umas três vezes pelos ambulantes. Então acaba prejudicando quem está curtindo o carnaval de rua — diz a gaúcha.
Pés de foliões são atropelados pelos carrinhos. Alguns comerciantes estão de bicicleta e não pensam duas vezes antes de avançar no público, que se vê sem espaço.
Brasa quente em meio ao bloco Carmelitas
Lívia Nani
