O mundo olha para a eleição do Brasil (e já definiu seu voto)

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

As urnas definirão neste domingo o rumo do Brasil e além fronteiras. A eleição entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro é entre dois caminhos completamente diferentes no nosso país e também no pêndulo político mundial.

O Brasil é um país continental, que faz fronteira com dez países. É o maior país da América Latina, em termos territoriais, econômicos e populacionais.

Estes fatos explicam, em grande parte, os motivos de o Brasil estar no foco das atenções dos políticos de diferentes tendências e das sociedades de vários países. Além disso, o presidente Lula advoga pelo multilateralismo e pela soberania nacional enquanto Flávio Bolsonaro já explicitou sua preferência pelos Estados Unidos, governador por Donald Trump.

O ‘voto’ dos líderes estrangeiros – Neste contexto, líderes da América Latina, acadêmicos, artistas e influenciadores da nossa região e de outros continentes declararam seu ‘voto’ neste segundo turno presidencial. Na reta final da campanha para a votação deste domingo, os ex-presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, e Gabriel Boric, do Chile, estiveram entre os que declararam abertamente o ‘voto’ em Lula.

Ainda no primeiro turno, quando perguntada sobre a eleição, a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, por exemplo, não fez o ‘L’, mas declarou: “Acho que o presidente Lula tem sido um presidente muito bom”, disse, ainda no primeiro turno. Ela lembrou que o Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes e que Lula implementou políticas de inclusão social durante seu governo.

Exatamente o que ela defende em seu próprio país. Ao mesmo tempo, artistas de vários países fizeram o ‘L’ diante das câmeras e o gesto foi compartilhado nas redes sociais de influenciadores mundiais como a da artista Viola Davis.

Amigos de Trump – Na contramão destes respaldos explícitos, estão os políticos da extrema-direita. O presidente da Argentina, Javier Milei, não somente defendeu a eleição do seu amigo Flávio Bolsonaro, mas também disse que desejava que o presidente Lula fosse expulso “a patadas” (‘a pontapés’) do Palácio do Planalto na eleição deste domingo.

Sua agressão foi feita enquanto abraçava efusivamente o irmão do candidato, Eduardo Bolsonaro, durante evento da extrema-direita em Washington. Impopular, com mais de 60% de rejeição na Argentina, com a economia à beira da recessão, Milei defende que Bolsonaro siga o caminho que aplicou no país.

Que sua motosserra seja exemplo para o Brasil – tema lembrado pelo presidente Lula nos debates com Bolsonaro. Milei é aliado dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e de Israel, Benjamin Netanyahu.

Escudo das Américas, impopularidade da extrema-direita e bandeira do Brasil –Neste domingo, a imprensa internacional acompanha atentamente a eleição brasileira. Emissoras de televisão e sites de vários países transmitiram, ao vivo, os votos de Lula e de Bolsonaro.

E com destaque para as declarações do presidente brasileiro sobre a definição sobre o destino do Brasil e seu gesto ao ressaltar a importância da bandeira nacional. “Este é um dia importante para a democracia mundial.

É um dia sagrado. Bolsonaro foi educado para mentir.

Vamos votar por um país onde a bandeira seja a do Brasil e não a americana”, disse Lula em clara defesa da soberania nacional. Seu discurso inteiro foi transmitido ao vivo pelas emissoras de televisão da Argentina e de outros países da região.

A eleição brasileira ocorre quando os presidentes da extrema-direita da América Latina registram altos índices de impopularidade – casos da Argentina, do Chile e do Peru, por exemplo. E quando o pêndulo político está entre os que formam parte do chamado ‘Escudo das Américas’, criado por Trump neste ano e com a adesão de vários presidentes latino-americanos, e os que defendem outro caminho – Lula e Sheinbaum, entre eles, e que não integram este ‘Escudo’.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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