O déficit comercial brasileiro no setor de dispositivos médicos saltou 16,6% entre janeiro e setembro de 2026, ao atingir a marca de 8,73 bilhões de reais, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), obtido pelo Radar, realizado a partir de informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O desequilíbrio na balança comercial registrado nos nove primeiros meses deste ano foi gerado pelo aumento de 14% nas importações de itens estrangeiros, somado à queda de 8,57% nas exportações dos produtos brasileiros no mesmo intervalo temporal. Na prática, para cada dólar obtido nos envios externos, cerca de doze dólares foram gastos nas compras fora do país.
Para Larissa Gomes, gerente de Projetos e Marketing da Abimo, os resultados revelam obstáculos para o segmento, mas também oportunidades. “Precisamos fortalecer a cadeia produtiva, a inovação e a competitividade, sem perder de vista a inserção internacional. Em um comércio global em transformação, diversificar mercados e ampliar a presença dos produtos brasileiros no exterior são estratégias cada vez mais importantes”, afirma a dirigente. O estreitamento das relações comerciais com parceiros de todos os cantos do mundo ganha relevância também em um cenário marcado pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Embora a nação norte-americana permaneça como o principal destino das exportações brasileiras, em setembro houve queda de 7,78% em relação a agosto. Por outro lado, os outros quatro principais parceiros do Brasil elevaram suas importações no período: Chile (+50,01%), México (+13,93%), Paraguai (+6,29%) e Argentina (+6,19%).
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