Empresas pagam, em média, 1. 080,42 reais a mais por passagem aérea quando compram perto do embarque, em comparação com aquisições feitas com cerca de 42 dias de antecedência.
No terceiro trimestre de 2026, o gasto médio foi de 2. 063,12 reais nas compras realizadas a 5,6 dias da viagem, contra 982,70 registrados nas emissões feitas com 41,9 dias de antecedência.
No cenário intermediário, de compra feita 15,4 dias antes do embarque, o valor ficou em 1. 410,46.
Os dados são do Paytrack Index, levantamento sobre gastos com viagens corporativas elaborado pela empresa Paytrack, que atua no setor. As informações são atualizadas a cada trimestre.
“Enquanto o viajante de lazer tende a evitar tarifas muito elevadas, a empresa muitas vezes precisa realizar o deslocamento independentemente do preço. Em determinadas situações, surge, por exemplo, a necessidade de um funcionário se deslocar para uma filial no dia seguinte.
Essa característica ajuda a explicar a maior pressão sobre as passagens compradas com pouca antecedência”, afirma Pedro Góes, CEO da Paytrack. Continua após a publicidade
O gasto médio das empresas com hospedagem em viagens de trabalho chegou a 404,14 reais no terceiro trimestre de 2026, alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre, quando o valor foi de 416,48, houve recuo de 3%.
No horizonte mais longo, a hospedagem sobe em ritmo mais lento que as passagens aéreas. Desde o início de 2022, o gasto médio por despesa de hospedagem acumula alta de 15%, menos da metade do avanço do transporte aéreo corporativo no mesmo período.
Continua após a publicidade Já as despesas com alimentação corporativa apresentam maior estabilidade na média, embora os dados revelem diferenças relevantes entre as capitais.
No terceiro trimestre de 2026, o gasto médio de alimentação foi de 74,48 reais, uma alta anual de 4,1%. Nos recortes por capital, o valor ficou em 121,99 em Campo Grande, 96 em São Paulo, 94,34 em Curitiba e 94,02 em Manaus.
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