NVIDIA diz ser a única empresa imune à crise global de memórias
Enquanto o mercado de hardware entra em pânico com a escassez global de DRAM e preços dobrando em questão de semanas, a NVIDIA está em outro nível. Durante uma sessão de perguntas e respostas para analistas na CES 2026, o CEO Jensen Huang explicou como a gigante das GPUs se blindou contra o problema que afeta absolutamente toda a indústria.
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CES 2026: IA vai além da tecnologia e vira a ‘espinha dorsal’ da inovação A crise, impulsionada pela demanda insaciável dos data centers de IA, criou uma escassez histórica. No entanto, Huang afirmou que a NVIDIA está em uma "posição forte" e vantajosa. O segredo? Dinheiro na frente e planejamento agressivo. Segundo o executivo, a empresa previu o "superciclo" de demanda e investiu muito em seus parceiros bem antes da crise estourar. "Investimos muito, grande parte na forma de pagamentos antecipados, permitindo que eles expandissem a capacidade", disse Huang. Ou seja, a NVIDIA financiou a expansão das fábricas de memória para garantir que seus chips HBM e DRAM fossem os primeiros a sair da linha de produção. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- A "única" a comprar DRAM em escala global Huang destacou um detalhe técnico que coloca o Time Verde à frente da concorrência: o controle da cadeia de suprimentos: "Somos essencialmente a única empresa de semicondutores no mundo que compra DRAM diretamente em escala global", afirmou. Essa é uma das formas da DRAM e que está em falta no mercado (Imagem: Samsung/Divulgação) Normalmente, fabricantes de chips dependem de terceiros, mas a NVIDIA precisa transformar essa memória em supercomputadores CoWoS (Chip-on-Wafer-on-Substrate). Jensen comparou esse processo a uma "ligação de encanamento" complexa que a empresa domina, tornando-se uma vantagem estratégica crucial em tempos de escassez. E como fica os gamers? Aqui a notícia não é tão animadora. A "imunidade" da NVIDIA se aplica principalmente à sua infraestrutura de IA e data centers. Mesmo garantindo um estoque aparentemente gigante de DRAM, a linha gamer de GPUs GeForce não deve se beneficiar, e sejamos sinceros: esse não é o foco da NVIDIA agora, já que ela é uma "fábrica de IA" agora. Se vão trazer uma GPU antiga de volta, significa que não terão placas da atual geração para ofertar (Imagem: NVIDIA/Divulgação) Rumores indicam que o lançamento das placas RTX 50 SUPER pode ter sido adiado em vários meses por falta de memória GDDR disponível no mercado. Além disso, fala-se até na reintrodução da guerreira RTX 3060 no mercado para preencher lacunas de estoque, provando que, para o consumidor final, a crise ainda é uma realidade dura. Até mesmo a Samsung, que é uma das três maiores fabricantes de memória do mundo, disse que nenhuma empresa está imune a escassez de DRAM, o que parece não ser o caso da empresa liderada por Jensen Huang, e que é uma das que mais drenam esse componente direto da fábrica. Veja mais do CTUP: Com DLSS 4.5, até a RTX 5070 vai rodar jogos em 4K com Ray Tracing no talo Arc B390, nova iGPU high-end da Intel, supera AMD e encosta em uma RTX 4050 AMD amplia liderança: novo Ryzen 7 9850X3D é até 60% superior que rival da Intel Leia a matéria no Canaltech.
