O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou na madrugada desta segunda-feira (12), que a área técnica da Corte analise com urgência se o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, espalhou desinformação. O ministro encaminhou os autos à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral para que, “com a máxima urgência, preste informações técnicas acerca dos fatos objeto da presente demanda”. “Solicita-se, especialmente, que a unidade informe se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação. Deverá, ainda, informar as providências eventualmente adotadas no âmbito de suas atribuições e apresentar os elementos técnicos disponíveis que possam contribuir para a avaliação dos riscos à integridade do processo eleitoral”. A decisão acontece depois de uma verdadeira guerra de liminares que gerou divergências dentro do próprio tribunal. No fim de semana, o ministro Nunes Marques havia mandado suspender a conta a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Mas no domingo, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão e liberou o funcionamento do canal.
Cueva argumentou que é preciso garantir a liberdade de expressão e evitar restrições exageradas, deixando claro que o grupo não pode publicar conteúdos já classificados como falsos pelo TSE.
A disputa de decisões provocou forte reação de ambos os lados. Lula chamou a suspensão inicial de absurda e disse que decisões da Corte têm sido tendenciosas. Já Flávio Bolsonaro afirmou que é vítima de mentiras em massa divulgadas pela campanha adversária.
Para tentar apaziguar o clima na reta final do segundo turno, o ministro Kassio Nunes Marques marcou uma reunião para amanhã com os coordenadores de campanha das duas candidaturas.
CBN