Nunes Marques faz balanço da votação, nega interferência estrangeira e diz que só 0,2% das urnas eletrônicas foram trocadas

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Só 0,2% das urnas eletrforam trocadas, diz TSE Fernando Frazão/Agência Brasil O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou em entrevista neste domingo que só 0,2% das urnas eletrônicas do país foram substituídas e que tudo está transcorrendo 'normalmente' nas seções eleitorais. O ministro afirmou ainda que não há "indicativo concreto" de interferência estrangeira. Ele fez um balanço da votação até o momento e vai se manifestar novamente à noite. — Teremos com certeza uma eleição exitosa — disse Nunes Marques. — Em relação às urnas, 1.121 foram substituídas, perfazendo o total de 0,2%. Não há votação manual no país neste momento. Em relação às seções eleitorais, tudo está funcionando normalmente, Não há registro de deepfakes dos candidatos à Presidência que tenham ganhado relevância nas redes. O presidente do TSE afirmou que as filas estão em grande parte na mesma proporção da eleição passada e que no Paraná há uma demora maior em razão das questões climáticas; — O que ocorre concretamente é no caso do Paraná, em razão das fortes chuvas e dos ventos, que só pararam uma hora e meia atrás. Muitos eleitores só estão se deslocando agora — disse Nunes Marques. O ministro explicou que a maior parte das substituições das urnas ocorreu por queda de energia, mas sem "problemas significativos". Ele disse ainda que as informações parciais indicam que R$ 380 mil em espécie foram apreendidos hoje e 59 pessoas foram conduzidas a delegacias por suspeita de crime eleitoral, das quais 25 foram pegas em flagrante. O presidente do TSE disse que não houve praticamente nenhum problema de deslocamento de eleitor. Ele ressaltou que as chuvas na região Sul também não dificultaram o acesso dos eleitores às seções. Nunes Marques afirmou que todos os mesários receberam treinamento para evitar a entrada com celular nas cabines, assim como óculos capazes de filmar. Ele acrescentou que, em caso de intercorrências, cabe à Justiça Eleitoral agir. O presidente da Corte não comentou o caso do candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, que entrou com um celular ao votar em Araxá (MG). O presidente da Corte também afirmou que não há risco para representações estrangeiras. Na sexta-feira, os Estados Unidos fecharam a embaixada em Brasília e os consulados pelo país. — Sobre embaixada, nossos indicativos não apontam qualquer tipo de risco. O chefe da PF confirmou. Não tem relatório de nenhum setor que trabalha em parceria com o TSE indicando qualquer tipo de risco. Não recebemos nenhum indicativo concreto disso — disse Nunes Marques. Nunes Marques vota em Brasília O presidente do TSE chegou um pouco antes das 8h em sua zona eleitoral. Antes de votar, Nunes Marques imprimiu a zerésima da urna, documento que comprova que não há nenhum voto registrado na seção eleitoral. Na noite deste sábado, véspera do primeiro turno das eleições, Nunes Marques,defendeu a segurança e a confiabilidade do sistema de votação e afirmou que os eleitores devem exercer seu direito de escolha sem pressão ou interferência em pronunciamento em rede nacional. O ministro disse que a urna eletrônica reúne mecanismos de “segurança, transparência e auditabilidade únicos no mundo” e afirmou que a Justiça Eleitoral estará pronta para receber os eleitores neste domingo. — A urna eletrônica, que há 30 anos integra a experiência democrática brasileira, garantirá mais uma vez esse direito. Nosso sistema de votação, que se atualiza a cada pleito, reúne mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade únicos no mundo — afirmou Nunes Marques. O presidente do TSE também associou a segurança do processo eleitoral à liberdade de escolha dos eleitores. Em um recado dirigido a candidatos, apoiadores e demais envolvidos na disputa, afirmou que ameaças, assédio e tentativas de interferência na vontade do eleitor serão reprimidos. — Faço agora um chamamento às candidatas, aos candidatos e seus apoiadores: amanhã é o dia da liberdade do voto. Ameaças, assédio ou tentativa de interferência na vontade do eleitor, em qualquer de suas formas, serão prontamente reprimidas — disse. Nunes Marques ressaltou que a decisão sobre os rumos do país pertence ao eleitor e afirmou que a Justiça Eleitoral deve colocar o cidadão no centro de sua atuação. Segundo o ministro, o voto é um direito fundamental e o principal instrumento de participação na vida pública. — O voto é direito fundamental e o principal instrumento de participação na vida pública. Por meio dele, cada cidadã e cada cidadão dá a sua contribuição para definir os rumos do país. Lembre-se: a decisão pertence exclusivamente a quem vota — afirmou. No pronunciamento, Nunes Marques também fez um apelo para que eleitores tenham cuidado com as informações que circulam durante a eleição. Sem mencionar especificamente fake news ou inteligência artificial, o ministro pediu que os brasileiros recorram aos canais oficiais da Justiça Eleitoral diante de dúvidas e verifiquem o conteúdo antes de compartilhá-lo.

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