Nunes Marques determina manifestação da PGR sobre pedido de Bolsonaro para rever condenação na trama golpista

Nunes Marques determina manifestação da PGR sobre pedido de Bolsonaro para rever condenação na trama golpista

 

Fonte: Bandeira



O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, deu vinte dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro contra a pena de 27 anos e três meses de prisão que lhe foi imposta na ação penal por tentativa golpe de Estado.

A expectativa é que o Ministério Público Federal defenda a condenação do ex-presidente, nos moldes do que argumentou quando do julgamento na Primeira Turma.

A remessa do caso para a PGR consta de despacho assinado nesta quarta. No documento, Kassio indica que era o caso de enviar o caso para o Ministério Público Federal vez que o pedido não foi negado de pronto.

O prazo normal para apresentação de manifestação, pela PGR, em casos de revisão criminal é de 10 dias. No entanto, em razão da "complexidade" do caso, que envolve o julgamento de ex-presidente da República, o ministro estendeu o prazo.

Ao enviar o caso para o MPF, Nunes Marques citou trecho do Código de Processo Penal que prevê que, após a manifestação da Procuradoria, o caso será examinado pelo relator e o revisor - provavelmente o ministro André Mendonça - e, em seguida, o pedido será julgado.

Conforme o regimento interno do STF, o primeiro passo de Nunes Marques ao analisar a revisão criminal de Bolsonaro será verificar as alegações e provas apresentadas e requeridas pela defesa do ex-presidente. O ministro pode admitir ou rejeitar os documentos e também determinar a produção de outras provas.

A defesa de Bolsonaro pediu ao Supremo a anulação de toda a ação penal do golpe, sob a alegação de que o julgamento deveria ter ocorrido diante do Plenário da Corte máxima. Também é pedida a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid. O principal argumento de suposto cerceamento da defesa.

Os advogados ainda fizeram um pedido secundário, caso o STF não acolha o pedido de absolvição integral do ex-presidente. A defesa tenta livrar o ex-chefe do Executivo de pelo menos alguns crimes aos quais ele foi condenado, como o de organização criminosa armada.