Número de mortos em protestos no Irã sobe para 192
Os protestos no Irã já deixaram ao menos 192 mortos, segundo uma ONG que monitora a situação no país. O número real de mortos pode ser muito maior, já que um corte de internet que dura dias dificulta a verificação, segundo a organização.
Neste domingo (11), o Irã ameaçou retaliar Israel e bases militares dos Estados Unidos caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano.
A declaração ocorre em meio a uma onda de protestos contra o regime do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar intervir na crise se o regime matar manifestantes pacíficos.
Trump também disse que o Irã está "buscando a liberdade" e que os norte-americanos estão "prontos para ajudar".
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também acusou neste domingo os Estados Unidos e Israel de "semear caos e desordem" no país ao fomentar confrontos nas ruas e pediu para que a população se distancie do que chamou de "badernistas e terroristas".
Ao mesmo tempo, o presidente do Irã buscou uma conciliação com a população ao dizer que o governo está pronto para "ouvir seu povo" e está determinado a resolver as questões econômicas.
De acordo com o jornal norte-americano "The New York Times", Trump foi informado nos últimos dias por membros do governo dele sobre opções disponíveis para ataque militar no Irã.
O presidente, no entanto, ainda não se decidiu sobre o que fazer em relação ao país do Oriente Médio, de acordo com o jornal.
Segundo a agência de notícias Reuters, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, debateu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã. Eles conversaram por telefone neste sábado.
