Número de militares dos EUA mortos sobe para 4, e general diz haver 'expectativa de mais perdas'

 

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O número de militares americanos mortos durante os ataques retaliatórios do Irã contra bases dos Estados Unidos no Kwait subiu para quatro nesta segunda-feira. Até então, três mortes haviam sido confirmadas, com cinco soldados gravemente feridos. A ofensiva iraniana, com mísseis, aconteceu depois que os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra a República Islâmica, no último sábado.

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O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, disse que provavelmente haverá mais baixas americanas na campanha contra o Irã.

As mortes, cuja localização foi confirmada pela BBC, são as primeiras baixas entre militares americanos. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), as identidades dos militares mortos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares.

Em comunicado publicado no X no domingo, o Centcom, responsável pelas forças no Oriente Médio, não revelou onde os soldados foram mortos nem a identidade deles. Segundo o comando, novas informações só serão divulgadas após a notificação das famílias.

“A situação é dinâmica. Em respeito às famílias, reteremos informações adicionais, incluindo a identidade dos guerreiros caídos em combate, até 24 horas após seus parentes terem sido informados”, afirmou o comando militar.

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De acordo com o comunicado, vários outros militares sofreram ferimentos leves provocados por estilhaços e traumatismos, mas já estão sendo reassumidos em suas funções.

Mais cedo, autoridades iranianas haviam afirmado que mísseis atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. O Pentágono negou a informação. Em publicação na rede X, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) classificou a alegação como falsa. “Mentira. O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem sequer se aproximaram”, afirmou o comando militar responsável pelas operações no Oriente Médio.

Segundo o Centcom, o porta-aviões segue operando normalmente. “O Lincoln continua enviando aeronaves em apoio à campanha implacável do comando para defender o povo americano e eliminar as ameaças do regime iraniano”, acrescentou.

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Escalada após morte de líder iraniano

A tensão aumentou desde que Washington e Israel lançaram ataques contra alvos em território iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades, e a mídia estatal do país confirmou posteriormente a morte de Khamenei.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a operação tinha como objetivo eliminar ameaças consideradas iminentes ligadas ao programa de mísseis e às atividades nucleares iranianas. Segundo ele, era esperado que houvesse baixas no confronto.

Autoridades iranianas prometeram retaliar. O chefe de segurança do país, Ali Larijani, afirmou que novos ataques estão sendo preparados e que Estados Unidos e Israel enfrentarão uma resposta sem precedentes.

Na mesma linha, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que responder à morte do líder supremo é uma obrigação da República Islâmica e parte do que chamou de direito legítimo do país.

Desde o início da ofensiva, sirenes de alerta e lançamentos de mísseis foram registrados em diferentes pontos da região, elevando o temor de um conflito mais amplo no Oriente Médio.