Novos documentos sobre morte de Epstein reforçam suicídio e rebatem teorias de assassinato

 

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Os arquivos divulgados sobre o caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos deram novos detalhes sobre a morte do criminoso sexual que ainda não estavam públicas até agora. Ele foi encontrado morto em sua cela em 2019.

Desde o início, os investigadores concluíram que ele cometeu suicídio. No entanto, teorias da conspiração acreditavam que ele foi morto. Apesar disso, os arquivos divulgados contradizem essa tese.

O documento do Departamento Federal de Prisões indicam que Jeffrey Epstein foi encontrado morto em 10 de agosto às 6h33. O relatório mostra que ele estava sozinho em sua cela, contra o que se argumentava que ele dividia o espaço com outras três pessoas. Um colega de cela chegou a ser transferido anteriormente.

Inclusive, uma gravação de câmera de segurança mostra que ninguém entrou em sua cela horas antes da sua morte.

O relatório da morte indica que chegaram a tentar reanimar, porém sem sucesso. Ele teve lesões nos olhos, ombro esquerdo e pescoço. Além disso, hemorragia nos olhos e uma fratura no pescoço.

A família de Epstein contratou uma análise particular da morte, que concluiu na autópsia também o suicídio.

O levantamento do FBI concluiu que não tinha nenhum tipo de evidência que rebatia uma 'ausência de crime'.

Governo Trump e defesa de vítimas de Epstein chegam a acordo para proteger identidades vazadas

Jeffrey Epstein e Donald Trump em foto juntos.

Reprodução

Após os advogados de defesa das vítimas de Jeffrey Epstein entrarem na Justiça americana para restringir o acesso aos arquivos divulgados devido à aparição da identidade, arquivos pessoais e até algumas mulheres nuas, foi feito um acordo no fim da noite dessa terça (3) para proteção dessas vítimas.

Esse acordo foi firmado entre o governo Trump, pelo Departamento de Justiça, e os advogados. Com isso, o caso, que seria analisado nesta quarta-feira (4), teve audiência cancelada.

A advogada da Flórida, Brittany Henderson, disse que 'discussões extensas e construtivas' com o governo resultaram em um acordo. Henderson e o advogado Brad Edwards reclamaram a juíza em Nova York em uma carta enviada no domingo que era necessária uma 'intervenção judicial imediata' após milhares de casos em que o governo não ocultou os nomes e outras informações pessoais de mulheres que sofreram abuso sexual por Epstein.

Entre as oito mulheres cujos comentários foram incluídos na carta dos advogados no domingo, uma disse que a divulgação dos registros representava uma 'ameaça à vida', enquanto outra afirmou ter recebido ameaças de morte e ter sido obrigada a cancelar seus cartões de crédito e contas bancárias depois que sua segurança foi comprometida.

Os advogados solicitaram que o site com todos os arquivos divulgados fosse temporariamente desativado e que um monitor independente fosse nomeado para garantir que não ocorressem mais erros.

Os erros na maior divulgação de documentos de Epstein até o momento incluíram fotos de nudez mostrando os rostos de potenciais vítimas, bem como nomes, endereços de e-mail e outras informações de identificação que não foram editadas ou não foram totalmente ocultadas.