Novo vídeo mostra suposto ataque dos EUA em região próxima de escola onde morreram mais de 170 pessoas

 

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Um vídeo divulgado pela agência de notícias iraniana Mehr News mostra um suposto ataque aéreo dos EUA em um prédio na base naval da Guarda Revolucionária Islâmica, adjacente a uma escola primária em Minab, onde a mídia estatal iraniana afirma que mais de 160 crianças e 170 pessoas foram mortas em 28 de fevereiro.

O vídeo é o primeiro a mostrar mísseis atingindo a área e se soma a um conjunto de evidências que parecem contradizer as alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, que culpa o Irã.

Nas imagens, filmadas de um canteiro de obras próximo, é possível ver uma munição compatível com um míssil de ataque terrestre Tomahawk americano, modelo BGM ou UGM-109, de acordo com a CNN. A Marinha dos EUA opera mísseis Tomahawk,ps lançando de seus navios de superfície e submarinos.

Vídeo mostra ataque dos EUA em área próxima de escola onde 175 pessoas morreram

Na semana passada, investigações de diversos veículos de comunicação americanos sugeriram que os EUA provavelmente foram responsáveis ​​pelo ataque. Imagens de satélite, vídeos geolocalizados, declarações públicas de autoridades americanas e a avaliação de especialistas em munições indicam que a escola foi atingida aproximadamente ao mesmo tempo em que forças americanas provavelmente realizaram um ataque contra uma base naval vizinha da Guarda Revolucionária Islâmica.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse no domingo (8) que os EUA ainda estavam investigando o ataque.

Irã descarta falar sobre cessar-fogo com EUA e Israel agora: 'assunto irrelevante'

Fogo após ataque israelense a Teerã, capital do Irã.

UGC/AFP

Em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, respondeu sobre a guerra que envolve o país e os Estados Unidos e Israel.

Segundo ele, o plano americano é de 'dividir' o 'nosso país para se apoderar ilegalmente de nossas riquezas petrolíferas'.

'O objetivo deles é violar nossa soberania, derrotar nosso povo e minar nossa humanidade'.

Baghaei, apesar disso, afirmou que o 'povo iraniano está totalmente preparado para defender sua pátria'.

O porta-voz ainda acusou os Estados Unidos de 'afundarem' as negociações diplomáticas em andamento.

'Eles desencadearam uma guerra enquanto estávamos totalmente engajados em um diálogo diplomático (...) Não iniciamos nem começamos esta guerra. Não é uma guerra de escolha. É uma guerra de necessidade que nos foi imposta'.

Questionado sobre possíveis esforços de mediação para um cessar-fogo, Baghaei disse que discussões sobre tal tema são 'irrelevantes' no momento.

'Neste momento, os confrontos militares ainda estão em curso. Neste ponto, falar de qualquer assunto que não seja a defesa de nossa pátria é irrelevante'.

Ele ainda afirmou que os ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o país colocaram em risco todas as leis internacionais e violaram todas as 'normas e práticas'.

Essas são as primeiras falas após a eleição do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou o filho do aiatolá Ali Khamenei como o novo líder supremo do país. O órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder.

Ali Khamenei estava no poder desde 1989 e foi morto em um bombardeio conduzido por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro. Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é considerado um representante da linha dura e por laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária do Irã.

Segundo a imprensa iraniana, Mojtaba também perdeu recentemente a mãe, a esposa e um filho pequeno nos ataques.

Nos últimos dias, o Exército israelense atacou um prédio ligado à Assembleia de Peritos durante uma reunião de aiatolás para definir o novo líder supremo do Irã.

Antes do anúncio do novo líder supremo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças e afirmou que o sucessor de Ali Khamenei "não vai durar muito" se não tiver a aprovação americana.