Novo relatório de auditoria no BRB vai focar em carteiras de crédito e deve ser entregue até fim de fevereiro

 

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O Banco de Brasília (BRB) deve receber até o fim deste mês um novo relatório preliminar de uma investigação independente contratada pela atual gestão da instituição, desta vez com foco nas carteiras de crédito adquiridas pela instituição junto ao conglomerado do Master.

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O BRB é um banco estatal controlado pelo governo do Distrito Federal. O documento da investigação deve aprofundar a apuração sobre negociações envolvendo troca e aquisição de créditos e poderá subsidiar medidas administrativas, cíveis e criminais para recuperação de prejuízos.

O primeiro relatório preliminar, elaborado pelo escritório Machado Meyer Advogados com suporte técnico da Kroll, foi entregue ao banco, à Polícia Federal e ao Banco Central no fim do mês passado. O foco do documento, com pouco mais que 130 páginas, foi no capital social do BRB e como Daniel Vorcaro (Master), João Carlos Mansur (Reag) e Maurício Quadrado (ex-Master) passaram a integrar a composição acionária do banco por meio de laranjas.

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As questões relacionadas às carteiras de crédito, no entanto, ficaram fora desse primeiro relatório. Esse tema deve ser tratado no novo documento preliminar previsto para o fim de fevereiro. O relatório final desta investigação independente contratada pelo BRB deve ser entregue até o começo de abril.

Os investigadores apuram os supostos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa na venda de carteiras de crédito "insubsistentes" do Master ao BRB, por um valor inicialmente estimado em R$ 12,2 bilhões pelos investigadores, mas que chega a R$ 17 bilhões. O inquérito é supervisionado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Na semana passada, o BRB informou ter identificado “achados relevantes” no relatório preliminar já concluído, sem detalhar o conteúdo, e confirmou o envio do material à Polícia Federal e ao Banco Central.

"O BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo, e que serão reforçadas por novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir a efetividade da preservação dos interesses do Banco", informou em nota.

O banco pontuou que essas ações têm como intuito "resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero". A investigação da PF em questão apura suspeitas de irregularidades em operações financeiras e na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, instituição estatal do governo do Distrito Federal.

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